“Uma
das mais profundas e estranhas de todas as humanas sensações é a que nos
penetra subitamente em um jardim, de noite, ou em um prado suave: a sensação de
que cada flor e cada folha acabam de pronunciar algo estupendamente direto e
importante, e que nós, por um prodígio de imbecilidade, não ouvimos ou
compreendemos. Há certo valor poético e genuíno nessa sensação de haver deixado
escapar o inteiro significado das coisas. Não só há beleza na sabedoria, senão
nesta assombrosa e dramática ignorância”.
G.K. CHESTERTON (1874-1936). Robert Browning.