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sexta-feira, 28 de março de 2014

CRISTIANISMO DEGENERADO

O cristianismo dessobrenaturalizado é o mais poderoso fator de destruição da natureza do homem e da sociedade. Conforme o célebre verso de Péguy relativo ao primado do dinheiro no mundo moderno, se pode afirmar que, em razão de um cristianismo degenerado, laico, humanizado ou hominizado, o Estado se apoderou do lugar que Deus ocupava. O gênio de Nietzsche viu com olhos de águia: “A democracia é o cristianismo naturalizado”, é a projeção na natureza social do homem de um elemento de dissociação que a destrói e que conseqüentemente destrói o próprio cristianismo. A graça, sempre pessoal, ao já não encontrar natureza humana aonde implantar-se, cai em um lugar pedregoso, conforme a parábola evangélica.
Marcel de CORTE. De La sociedad a la termitera pasando por la “disociedad”.

quarta-feira, 19 de março de 2014

CONVIVÊNCIA DEMOCRÁTICA E A GUERRA DE TODOS CONTRA TODOS



“(...) a convivência democrática oculta uma guerra de todos contra todos, aonde corresponde ao próprio Estado, em razão do pluralismo democrático, elevar o conflito a princípio diretor da vida política. Conflito, competição respeitando as regras do jogo democrático, em suma, construção da ordem social a partir da força, como deixou manifesto Peces Barba... Corresponde ao poder que cria o direito e define o justo, aqui sim, democraticamente, converter-se em um elemento constitutivo da moral, pela função pedagógica que toda norma tem – inclusive aquela que nega a si mesma ao assinalar que todo comportamento é normal – por sua própria natureza. Esta definição do moral por parte do poder mina as bases sócias sobre as quais se assenta o Estado constitucional, que vive de pressupostos que ele não pode criar mas sim, em todo caso, destruir”.

Pablo NUEVO. El pluralismo en el ordenamiento constitucional español. Revista de Derecho Político, núm 61, 2004, p. 213.

segunda-feira, 17 de março de 2014

O ESPÍRITO DO MUNDO

“O espírito do mundo, o ‘consenso’ geral, o relativismo invasor, o sentimentalismo, a intolerância da ‘tolerância’, se assemelham a uma maré sem refluxo, que cresce sem cessar, que nos cobre, nos cala, nos afoga até deixar-nos sem palavras”.
Alberto CATURELLI. La moral católica del matrimonio y la familia, Revista Gladius, número 54, 2002, p. 109.



domingo, 16 de março de 2014

IGUALDADE NA ESCRAVIDÃO

 Michele Federico Sciacca (1908-1975)
"Mas cultura é liberdade, e não há liberdade sem cultura (...). Sem ela, a 'democratização' do ensino e da cultura desliza pela pendente de um igualitarismo que leva fatalmente a uma submissão das massas à um poder totalitário, seja qual for a modalidade que se configure. O igualitarismo puro, morte da inteligência, da cultura e da liberdade, é a igualdade na escravidão".

Michele Federico SCIACCA. La inteligencia planificada, Verbo (Madri), n. 153-154, 1977.