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domingo, 31 de agosto de 2014

DITADURA ADMNISTRATIVA

“INCRA, FUNAI e IBAMA, um verdadeiro tridente de burocratas do governo – é assim que os qualifica Paulo César Quartiero, rizicultor expulso de Roraima – varrem do mapa plantações ou mesmo prosperas fazendas através de simples decretos, portarias, laudos antropológicos ou ambientais, e as substituem pelas terras coletivas estatais da Reforma Agrária, indígena, quilombola ou ambientais... Assim, em mexer na Constituição, o moloch estatal vai expandindo sem fazer muito barulho e agindo contra o proprietário rural. Passa por cima das leis e preceitos constitucionais e vai implantando uma terrível ditadura administrativa...”


___ DOM BERTRAND de Orléans e Bragança. Introdução da Edição comemorativa de 50 anos da obra Reforma Agrária: questão de consciência, de Plínio Correa de Oliveira, São Paulo: Artspress, 2012, p. 23.

OS GUARANIS E A DOUTRINA BOLCHEVISTA

Lisongeando os guaranis sob a falsa afirmativa de que lhes roubaram a felicidade; convencendo-os de que foram donos de uma civilização que os europeus destruíram com o auxílio do padre; minando o sentimento religioso da ração para edificar a sociedade à base da matéria e do ateísmo, a bandeira do verbo moscovita é a restauração do comunismo, sob o fundamento de que este foi a primeira forma de governo do povo paraguaio.
Mas aqui devemos opor à mistificação e à falsidade a palavra serena da justiça. É que há um abismo entre aquilo que se chamou comunismo cristão em Paraguai e o comunismo da Rússia bolchevista. O espiritualismo não se pode confundir com materialismo.
Comunista no primeiro sentido é o homem vivendo na terra, mas voltado para o céu. O comunista filiado às ideias de Marx é mero aparato de utilidade terrestre, homem exclusivamente voltado para a matéria. O comunismo da Rússia Vermelha é a palavra de Nietzsche, exortando o homem a conservar-se fiel à terra, sem lembra-se do Além. Em Paraguai os jesuítas fizeram comunismo vinculando o natural ao sobrenatural, as coisas da terra às do Alto. Ao guarani apontaram sempre o caminho que conduz até Deus.
(...)
Não conhecemos erro mais grosseiro, portanto, que esse de pretender-se desdobrar entre os descendentes guaranis o lábaro das doutrinas bolchevistas, sobre o fundamento de que isso consulta às suas tradições comunistas.


___ José de MELO E SILVA. Fronteiras guaranis: a trajetória da nação cuja cultura dominou a fronteira Brasil-Paraguai, 2. ed., Campo Grande: Instituto Histórico e Geográfico do Mato Grosso do Sul, 2003 (1. Ed., 1939),  p. 61-62. 


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A CRUZ COMO CENTRO DA HISTÓRIA MEXICANA

“A história do México pode ser sintetizada em duas grandes etapas simbolizada a primeira por Huitzilipochtli, a segunda por Jesus Cristo, na Evangelização. Huitzilopochtli, o deus sanguinário e feroz, síntese dos costumes do culto da ideologia política e social da multidão de raças e tribos que povoavam o imenso território que forma hoje nossa pátria. Durante seu reinado não havia surgido, nem poderia surgir, a nacionalidade mexicana; entre o grande número de povos que habitavam nosso solo não existia nenhum laço que os unisse, nenhum interesse comum material, espiritual ou moral que formasse um princípio de nacionalidade; falavam variadas línguas, praticavam variadíssimos costumes, estavam sujeitos a todas as formas de governo e a única lei que os relacionava era a lei brutal do mais forte que fazia com que estivessem em continuas e desastrosas guerras de conquista, com seu saldo trágico de homens, pestes, miséria, escravidão e sacrifícios humanos feitos em favor do deus triunfador... Existem povos que forjaram suas nacionalidades movidos por distintas razões e ao impulso de forças variadas: a nacionalidade mexicana se forjou tão somente pelo calor do lenho do calvário, a Cruz, que como inestimável patrimônio nos legaram os heroicos missionários espanhóis, pais da pátria mexicana.
A Cruz de Jesus Cristo é o centro de nossa história. Não queremos ser a cidade do mundo, mas a cidade de Deus como dissera Santo Agostinho; queremos que Cristo esteja presente novamente na cultura, no âmbito laboral, na arte, assim como na política, mas sobretudo em nossas famílias. Ela, a Cruz de Cristo, foi a que inundou com a luz regeneradora da fé e da doutrina cristã a alma do índio. Ela foi a que conteve o impulso de destruição do vencido, que alentou com força incontida o ânimo esforçado e vigoroso de todo conquistador e os audazes e ardentes cavaleiros que só rendiam suas espadas diante da figura dolente do Mártir do Calvário.  Ela foi a que deu ânimo, vigor, fortaleza e constância aos freis, na obra titânica da evangelização da Nova Espanha”.


___ Antonio LEAÑO REYES (Reitor da UAG). La Cruz es el eje de nuestra história, Alma Mater: Revista de la Universidad Autonoma de Guadalajara, n. 273, nov. 2013, p. 17.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

INDÍGENISMO E MARXISMO

 “Não é de estranhar que a militância das associações indigenistas apareça vinculada à organizações e partidos de esquerda e que estas, por sua vez, se solidarizem com os programas daquelas. É certo que o indigenismo – ou melhor, os próprios índios – não deixaram de ter problemas nos países com governos marxistas ou pró-marxistas, inclusive problemas de sobrevivência. Mas isto demonstra apenas a insuficiência do Comunismo ou de qualquer via socialista para assegurar o Bem Comum, e a falácia da decantada ajuda ao marginalizados. Os índios, como os pobres e os desvalidos, não são mais que um recurso sociológico e um caudal eleitoral. É que para o marxismo – e isto foi difundido por seus protagonistas – os desvalidos não lhe interessam enquanto vulnerabilidade que carece de ajuda, mas enquanto força organizada que lhe sirva de apoio. Não são seus anseios que procuram compreender e orientar, mas seus ressentimentos que visam mobilizar revolucionariamente”.


___ Antonio CAPONNETTO. Hispanidad y Leyendas Negras. La Teología de la Liberación y la Historia de América. Bs. As.:, Nueva Hispanidad, 2002, p. 155-159.