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terça-feira, 1 de abril de 2014

A VERDADEIRA LIBERDADE

Somos verdadeiramente livres quando obedecemos à finalidade ou à lei para que fomos criados, qual seja o desdobramento e desenvolvimento de nossa personalidade para a nossa eterna felicidade com Deus. Temos a liberdade de ignorar a lei moral, de beber, de roubar, de ser adúlteros, de sacudir os punhos com ódio, tal como temos liberdade de ignorar a lei de gravitação, mas toda a vez que a ignoramos, ou diminuímos ou destruímos a nossa liberdade. Alcança-se a liberdade real, não agindo fora da lei, mas dentro dela. Enquanto obedecer às leis do trafego terei liberdade de guiar, mas quando penso que liberdade significa o direito de fazer o que quero e atravesso com o sinal vermelho, verifico logo que não tenho mais liberdade de guiar. Dá-se o mesmo com a lei moral. Deus implantou na natureza humana e em Sua Igreja as leis que nos permitem realizar a finalidade da vida e atingir os mais altos objetivos de nossa personalidade. Essas leis não são represas que detém o progresso; são diques que impedem que as águas do egoísmo e da concupiscência invadam a terra. Se as obedecer ou fizer o que devo, serei livre. Se as desobedecer e fizer o que quiser, estarei agindo contra os mais altos interesses de minha natureza. Cada vez que peco, sou menos homem em razão disso, tal como a máquina em cujo uso se violam as intenções do fabricante é menos máquina.

Fulton J. SHEEN. O problema da liberdade, Rio de Janeiro: Agir, 1947, p. 38.

quarta-feira, 26 de março de 2014

O AMOR QUE NÃO SE ELEVA, MORRE.

O amor que não se eleva, morre. As alegrias e os êxtases, a não ser que rejuvenescidas pelo sacrifício, transformam-se em simples amizades. A mediocridade é o castigo de todos aqueles que se recusam a juntar ao seu amor o sacrifício, preparando-o assim para horizontes mais amplos, para cumes mais elevados. 
Fulton J. SHEEN. O Primeiro Amor do Mundo, p. 205.

domingo, 23 de março de 2014

O DECLÍNIO DA AUTORIDADE NA FAMÍLIA

"Se é certo que o Mundo perdeu o respeito da autoridade, isso se deve ao facto de o ter perdido, primeiro, na família. Por um singular paradoxo, à medida que o lar ia perdendo da sua autoridade, a autoridade do Estado ia-se, por sua vez, tornando tirânica. Muitos são, hoje, os homens que tendem a inchar, sem conta, peso, nem medida, a sua personalidade. Em Nazaré, o Infinito curva-se para a Terra e - para obedecer - faz-se Menino".

Mons. FULTON J. SHEEN. O Primeiro Amor do Mundo, Porto: Editora Educação Nacional, 1954, p. 137.