Mostrando postagens com marcador Padre Leonardo Castellani. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Padre Leonardo Castellani. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de outubro de 2017

O GORDO MAIS BRIGUENTO DO MUNDO...

Este Gordo, o mais briguento do mundo, mas briguento com amabilidade de boxeador obeso, morreu sem deixar um só inimigo. Suas investidas eram tão sinceras, humildes e caritativas, tão impregnadas de humana simpatia, que o melhor seria aceita-las e calar-se. Não há poder contra a vida. Seria, contudo, um erro ver em Chesterton um puro polemista; ele foi um catequista. Voltaire é um puro polemista, um espadachim falaz. A polêmica em Chesterton é um episódio e um pretexto.
- Quanto sabe você, Mr. Gilbert?
- Nada mais que o Catecismo, filho!
- Mas o mete em tudo, como o tomate.
- Para isso nos foi dado.
Para poder reensinar o Catecismo aos ingleses haveria de entrar em um pub, sentar-se diante de uma garrafa de gin, saber de tudo, amar a Londres, ser um pouco raro, sempre excêntrico e ao mesmo tempo moderno e triunfal.  Haveria de ter uma alegria de criança, uma saúde de touro, uma fé de irlandês, um bom senso de cockney, uma imaginação shakespeariana, um coração de Dickens e uma vontade de lutar mais formidável já vista desde que o mundo é mundo.  
______________________

Pe. Leonardo Castellani. El buen sentido de Chesterton, extraído do livro Critica Literaria: Notas a caballo de un pais en crisis. Buenos Aires: Ediciones Dictio, pp. 151-152.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

O CENTRALISMO E O MONOPÓLIO DA EDUCAÇÃO

Centralização significa a absorção de toda a atividade dos corpos intermediários e mesmo dos indivíduos pelo Estado. Esta absorção cresce desde a famosa francesada de 1789 até hoje, de modo que é possível dizer que hoje todos os Estados são tiranias. O maior ladrão de qualquer Estado é o Governo. O publicista Bertrand de Jouvenel, em seu denso tratado O Poder, compreende que essa absorção é inevitável no Estado, que o crescer é essencial ao Estado. Deveria ter acrescentado a condicionante: a menos que outro não o impeça. Com efeito, a função natural dos poderes parciais e relativos (Família, Município, Grêmio, Dinheiro, Universidade, Exército) é limitar o poder, em si açambarcador, do Poder Central.
Hoje em dia o Estado faz de tudo, menos, às vezes, o que deveria fazer. De sapateiro a construtor de casas, o Estado se mete em tudo... Você não pode publicar um livro sem ter o Fisco em cima. O Fisco sangra toda a atividade produtiva e inclusive monopoliza a maior parte das atividades produtivas.
Mas onde o Estado se mostra mais zeloso e por isso mesmo mais danoso é no Monopólio do Ensino. O Estado é o mestre de part Dieu – que digo? -, é o Mestre dos Mestres, o Mestríssimo. Direta ou indiretamente é o que transmite a - chamemo-la assim – Educação, diretamente nas escolas ‘publicas’, indiretamente nas escolas mal chamadas ‘privadas’.
Esta aberração de o “Político” se meter a reger ou a fazer o que lhe toca, sem aptidão, nós copiamos da Terceira República francesa e esta copiou de Juliano, o Apostata, com o fim de perseguir a Religião. Napoleão também o fez, mas com fim diverso. É o dogma mais acariciado do futuro Estado socialista e é o credo do Anticristo. Os pais têm o dever e o direito de educar seus filhos, a Igreja tem a missão de ensinar a religião. O Estado é político e não educador, a não ser para subjugar a educação à política, e nesse caso, à infidelidade.
“Greve dos trabalhadores da Educação”. Este enunciado grotesco é a criada respondona que se tornou como que a divisa do Estado Ensinante. Está acontecendo aqui o se passou na França, a saber: o Estado Anticlerical fundou a Escola Normal Superior, que devia forjar todos os mestres superiores, e reservou para si o poder de habilitar os mestres comuns. Queria fazer dos ensinantes os “soldados da República”, como se expressou Jules Ferry, ou seja, aqueles que inocularam nas crianças indefesas o laicismo e o anticlericalismo.
Com efeito, como resultado lógico ocorreu que os mestres se fizeram comunistas, e começaram a dar dor de cabeça à ‘República laica, una e indivisível’, com greve atrás de greve começando por pedir ‘aumentos de salário’...
Quando o dano ou o escândalo se torna intolerável, o Governo cede e aumenta os salários e os trabalhadores da Educação se reintegram ao trabalho de educar, depois de haver dado o mau exemplo de deseducar. ‘Os soldados da República’.
Aqui neste país, o monopólio da educação é responsável pela decadência da educação; e a decadência da educação é responsável, em grande parte, pela decadência da República.
______________________

Leonardo CASTELLANI. Prólogo al libro Nociones de comunismo para católicos , de Enrique Elizalde, In. Seis Ensyos y Tres Cartas, Buenos Aires: Ediciones Dictio, Buenos Aires, 1973, p. 142-144.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

O MUNDO MODERNO ANDA FRENÉTICO PELOS BENS MATERIAIS

Os bens espirituais, quanto mais se comunicam mais crescem; os materiais diminuem, e não há para todos. O mundo moderno anda frenético pelos bens materiais, abandonando o regulador da fé cristã, e perdeu o gosto e até o sentido dos bens e deveres espirituais. A Europa apostatou de sua missão histórica, e por isso sua casa se despedaça. Uma longa história de claudicações, que começa pelas claudicações espirituais da fé e da inteligência, preparou o gigantesco incêndio. Mas desse incêndio, o que há ainda de ouro puro sairá incólume e purificado.
___________________________

Padre Leonardo CASTELLANI. Cristo ¿vuelve o no vuelve?, Buenos Aires: Vortice, 2004, p. 222.

segunda-feira, 13 de março de 2017

CRISTIANISMO LIBERAL

“Acertou o Cardeal Newman quando chamou de ‘Cristianismo Liberal” a nova Teologia, pois antes que uma doutrina econômica ou política, o Liberalismo é uma heresia, e quando ela contamina o clero, promove uma teologia que aparenta purificar a fé de mitos, mas que na realidade reduz o cristianismo à mitologia...”.
____________________________

Padre Leonardo CASTELLANI. In.Psicologia Humana.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

O HOMEM MODERNO É PRISIONEIRO DO TERROR

“O mundo retrocedeu em caridade e convivência o que avançou em técnica; e o homem moderno vive tão prisioneiro do terror como o homem das cavernas. Daí que tanta gente trate de abafar o medo invisível que carregam dentro de si em um mar de diversões febris às quais chamam “cultura”; quanto mais ‘excitantes’, melhor”.
___________________________

Padre Leonardo CASTELLANI. Dinámica Social Nº 43, Marzo de 1954.
Pe. Leonardo Castellani
(Reconquista, província de Santa Fé 16/11/1899 – † Buenos Aires, 15/03/1981).

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

SEMEAR VERDADES

“Pode-se semear sempre, ainda que seja unicamente semear verdades. Em período de seca, é claro, isso importa sacrifício. Às vezes se semeia com uma espécie de teimosia, com uma espécie de desespero; se semeia com amargura, em prantos, como diz a Bíblia. A impressão é de que não se está fazendo bom uso das sementes, das forças e da videira. Mas essa é a lei da vida, não a temos senão para usá-la. Como lhes disse, todos os caminhos desta vida, por mais voltas que dê, confluem invisivelmente para uma palavra terrível, mas ungida com as promessas divinas, que é o “sacrifício”. E o sacrifício não só é possível, senão até bendito quando inspirado por um Amor verdadeiro”.
____________________

R.P. Leonardo CASTELLANI. Recetas y problemas, “San Agustín y Nosotros”.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

LIBERALISMO, COMUNISMO E MODERNISMO

- As três rãs – disse – são o liberalismo, o comunismo e o modernismo. As três heresias desaforadas, saltimbancos, brejeiras e entrelaçadas.
- O coaxar do liberalismo é “liberdade, liberdade, liberdade”; o coaxar do comunismo é justiça social; o coaxar do modernismo, de onde nasceram os outros e os reunirá um dia, poderíamos atribuir-lhe este significado: “Paraíso na Terra”; “Deus é Homem; o homem é deus”.
- E a democracia? – Perguntei eu.
- É o coro das três juntas: democracia política, democracia social e democracia religiosa.
(...)
A pior idolatria. Pois por trás do “modernismo” está latente a idolatria mais execrável, a apostasia mais perfeita, a adoração do homem em lugar de Deus, e isso sob formas cristãs e ainda, talvez, mantendo a aparência da fé.
______________________

Leonardo CASTELLANI. "Las Tres Ranas", en Los papeles de Benjamín Benavides, tercera edición, Buenos Aires: Dictio, 1978, pp. 46-47.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

ASSIM É A VIDA...

Así, pobre alma débil, es la vida.
¡No te puedes quejar de no saberlo!
¡Tiempo no te faltó de conocerlo, 
con tanto golpe y tanta sacudida!

Pues la filosofía y sus razones 
calmar intentan tu dolor en vano,
y el que dan los amigos corazones
es consuelo falaz; al fin, humano.
Y vas cieguita y dando tropezones,
sin que nadie te lleve de la mano...

___
Padre Leonardo CASTELLANI. En Las muertes del Padre Metri.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

CINCO COISAS INIMIGAS DO INTELECTO HUMANO

“Há cinco coisas inimigas do intelecto humano: a mentira, o erro, a falsificação (onde se inclui a hipocrisia) e finalmente, a confusão e a heresia, que é a falsificação da verdade religiosa. Das duas últimas, eu não sei qual é a pior: a heresia é o pecado mais grave que existe, mas a confusão é o estrago maior da inteligência, é comparável à demência, uma vez que existe uma demência chamada confusão mental. A confusão é pior que o erro, e o erro, diz Santo Agostinho, é pior que o pecado. Estas são duas filhas gêmeas do Diabo. Nós, que vivemos no país dos enganadores, quer dizer, dos confusos, dos confundidos e dos confusionários, conhecemos esse mal: é o que pode acarretar a perdição do país. O macaneo [dizer mentiras ou desatinos] é uma palavra argentina e é também uma indústria nacional, talvez a mais florescente que temos: duvido que tenha no mundo, sem excetuar o Uruguai, país mais produtor de mentiras e mais enganados que o nosso. Quando a confusão se estende para a coisa religiosa, o fenômeno é fatal”.


___ Padre Leonardo CASTELLANI. Domingueras prédicas II – Domingo noveno después de Pentecostés. 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

INJUSTIÇA E INIQUIDADE

“Quando não há juízes capazes de fazer frente à iniquidade a injustiça se espalha, propala-se o ressentimento e a convivência torna-se quase impossível. Isto profetizou claramente nosso Redentor: ‘E porque abundou a iniquidade se há de resfriar a caridade de muitos’. Como uma das partes da caridade é a amizade cívica, que como explica Aristóteles é a base da convivência, se segue que o ressentimento convertido em praga endêmica coloca a sociedade em condições quase inviáveis. Isto é o que está ocorrendo hoje”.


__ Pe. Leonardo CASTELLANI. Los papeles de Benjamín Benavides. Bs. As., Dictio, 1978, Parte Cuarta, Cap. III.

domingo, 13 de julho de 2014

A LUTA

"Há momentos na vida em que Deus quer que agarremos com os dentes e apertemos até romper-se a mandíbula, sob pena de perder a vida. Meu Deus, rogo que se possível me prive de tal situação e me de inimigos pequenos. Mas se não for possível, eu rogo que me conceda graça para apertar e não soltar, para apertar até a morte".


__ Pe. Leonardo CASTELLANI. Camperas, Buenos Aires, Ed. Vértice, 2003, p. 65.


domingo, 13 de abril de 2014

O PECADO CONTRA A VERDADE

A comunidade ou a nação que peca contra a verdade, que perde a reverência pela verdade e o ódio pela mentira, está perdida. Abandonada pela mão de Deus. E que maior castigo que este... A Verdade não pode impor-se por si mesma pela força. Se não a aceitam, se retira. Temei a Verdade que se retira!

R. P. Leonardo CASTELLANI. San Agustín y Nosotros, p. 111.
 Padre Castellani

O SACERDOTE DEVE ODIAR O FARISEÍSMO

O sacerdote deve odiar o fariseísmo em todos os seus graus; é o primeiro dever de seu ministério zelar pela pureza da virtude da religião, a primeira entre as virtudes morais; e deve discerni-lo em todos seus desdobramentos com os olhos penetrantes do saber e do ódio. Assim odiou Cristo. Custou-lhe a vida. Jesus Cristo parece ter tomado o fariseísmo como combate de sua vida, como tarefa pessoal de sua poderosa personalidade viva  

R. P. Leonardo CASTELLANI. “Cristo y los fariseos”, p. 163.
Padre Castellani

segunda-feira, 7 de abril de 2014

O VERDADEIRO FARISEU NÃO USA MÁSCARA

Mas o verdadeiro fariseu não usa máscara; ele todo é uma máscara. Sua natureza se converteu em uma máscara, mente com toda naturalidade, pois, começou por mentir a si mesmo. O que ele simula, que é a santidade; o que ele é, o egoísmo, amalgamaram-se; fundiram-se e tornaram-se um espantoso veneno que não possui antídoto algum. Glicerina mais ácido nítrico, igual dinamite.

R. P. Leonardo CASTELLANI. Cristo y los fariseos, p. 13.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

A IMPRENSA "GORDA" E A INVASÃO DOS SOFISTAS

A Imprensa. Quando o filho do povo sai do ensino primário-Gratuíto-Laico-Obrigatório, terminou sua instrução? Recém irá começar. A escolinha lhe deu apenas o órgão da instrução intelectual: saber ler e escrever. Todas as demais idiotices com que nossos grandes pedagogos se afanam em empanturrar-lhes terminaram logo após a criança operária ou colona ter ultrapassado o suporte escolar; porque não assimilaram tais bobagens de forma biológica, senão que tragaram de forma livresca. E eu sei por experiência, eu sou um filho da Laica! – gritou meu tio exaltando-se bruscamente como se alguém o contradissesse...

Pois bem, quem se encarrega dessa informação - e fique constado que não falo da educação total senão apenas da intelectual – que começa ao sair o argentino-povo do primário? A Imprensa, sem sombra de dúvida, incluindo dentro desse termo também as revistas, as novelas, os espetáculos, as diversões, e popularíssima delas, o Cinema. Se a verdadeira Universidade de hoje é a biblioteca e a Natura, a verdadeira Escola de hoje é o diário e o espetáculo: e diários e espetáculos estão hoje “industrializados”, entregues ao mercado e subjugados à lei do lucro. Diga-me que te diverte e te direi quem te domina; outrora aos argentinos divertia Cervantes, agora nos diverte do Cine Ianque. Eu não quero te falar dos pasquins, que são outro dos “Crimes nacionais”, mas da “imprensa séria”! A nossa imprensa séria (chamada comumente “grande” quando só é “gorda”) apesar da boa vontade de alguma dela, não educa ao país; o deseduca, o entorpece, o esvazia, o faz pensar no que não tem importância, perder o senso comum que lhe resta....

Tampouco isto tem conserto fora do domínio político; pois sua origem está no Mito político novecentista da LIBERDADE de IMPRENSA. A liberdade de Imprensa, corrupção de uma santa verdade que poderia ser chamada “primazia do pensamento”, é na prática hodierna simplesmente a “licença ao sofista”, a liberdade do forte (intelectualmente) aproveitar-se do débil, a licença para o adulto bater na criança. Escravidão do pensar.
  
R.P Leonardo CASTELLANI. “Primero Política”, em Las ideas de mi tío el Cura, pp. 137-138.

IMPRENSA MENTIROSA E TRAPACEIRA

O que temos aqui não é imprensa livre, senão imprensa mentirosa, estrangeirizante e trapaceira... Estou inteiramente certo de que enquanto tivermos a imprensa que temos, este país não é governável.
R. P. Leonardo CASTELLANI. “La ficha escolar”, em "Cristo ¿vuelve o no vuelve?"

quarta-feira, 26 de março de 2014

AS GRANDES OBRAS DE ARTE

“As grandes obras de arte nos proporciona o chamado deleite estético que pode chegar a uma espécie de êxtase; então nos dá um vislumbre ou uma nostalgia da outra vida, nos diz Baudelaire, o maior poeta francês. Mas pouco disso há aqui, porque a educação pública que nos é dada não cria em nós a faculdade de perceber a beleza artística, mas sim ao contrário, a destrói; e por isso somos o país do tango”.
Padre Leonardo CASTELLANI. “Domingueras prédicas”.

segunda-feira, 24 de março de 2014

A IMPUNIDADE LEVA À BARBÁRIE

O amor aos inimigos não exclui a luta contra a injustiça que está neles; antes, às vezes, a impõe... A injustiça é o dissolvente mais tenaz que existe. Uma injustiça não reparada é algo imortal. Provoca naturalmente no homem o desejo de vingança, para restabelecer o equilíbrio quebrado; ou mesmo a propensão de responder com outra injustiça... É, pois, exatamente, um veneno moral.


Padre LEONARDO CASTELLANI. Los papeles de Benjamín Benavides. Bs. As., Dictio, 1978.

domingo, 23 de março de 2014

JORNALISMO PROSTITUÍDO

“O jornalismo atual surge necessariamente do fato da massificação do povo; e digam o que quiserem sobre o ‘jornalismo católico’, tal como está agora o jornalismo é imoral. Kirk disse: ‘Se eu tivesse um filho e uma filha e os perdesse, ela se fizesse prostituta e ele jornalista, eu receberia ela em minha casa se se arrependesse, mas não a meu filho. Cinco anos de jornalismo arruínam a mente irremediavelmente...’ (menos mal que eu fiz apenas quatro). Quem não acredita este fato o fará perceber: um grande diário é um grande negócio; portanto, torna ‘negociável’ o que é por natureza NÃO-NEGOCIÁVEL; quer dizer, é uma prostituição”.      

“Nenhum homem é desprezível quando ordenado, quer dizer, em contato com o que é superior a ele e sob sua influência. Ser discípulo não é nenhuma desonra enquanto está sujeito ao mestre; o mal é quando o discípulo se crê ou quer se fazer o mestre; e pior quando não é nem sequer discípulo e ensina: como, por exemplo, o jornalista”.


Padre Leonardo CASTELLANI. De Kirkegord a Tomás de Aquino. Introducción a la Filosofía, Editorial Guadalupe, 1973.



quinta-feira, 20 de março de 2014

AS CRIANÇAS

“Uma das coisas mais lindas de se observar na criação são as crianças: são seres confortadores e milagrosos. São seres de assombro. Ainda que pareça mentira, todas as crianças são algo novo, do mais novo que existe; e como o intelecto tem a propriedade de assombrar-se com o novo, são, as crianças, o que há de mais assombroso. (São muito cansativos também, às vezes; mas é por isso mesmo). Não há duas iguais, cada uma é diferente das demais; e não apenas daquelas que vão no mesmo carro, mas de todas que viveram e viverão no futuro, enquanto o mundo não acabe. Quando se tornam grandes, ficam iguais, e se lhes pode estudar com as retículas do caricaturista. Sentam-se em um café e dizem as mesmas coisas. Se vão confessar, cometem os mesmos pecados. Desejam e buscam as mesmas bobagens: dinheiro, mulheres, honras, comodidades. Mas a criança é nova, simples, original e imprevisível. Toda a criação se refaz nela novamente. As mães sabem disso”.
     

PADRE Leonardo CASTELLANI. Las ideas de mi tío el cura.