Mostrando postagens com marcador Socialismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Socialismo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

FRANCISCO E O SANDINISTA MIGUEL D'ESCOTO

Trechos da Declaração do Instituto de Filosofia Prática de Buenos Aires sobre o levantamento de uma suspensão a divinis e o comunismo.

“O comunismo é intrinsecamente perverso”. Pio XI, Divini Redemptoris, 60.

“Todo anticomunista é um cão”; “O inferno são os outros”. Jean Paul Sartre.


1. Há poucos dias, o Papa Francisco levantou a suspensão “a divinis” que pesava sobre o sacerdote Miguel D’Escoto Brochmann, por solicitação do mesmo, alentado pelo Núncio na Nicarágua. A penalidade havia sido imposta por seu antecessor João Paulo II, há trinta anos atrás, por participar, "na perseguição de católicos durante o primeiro governo sandinista", do qual era chanceler.

2. Como afirma Antonio Valladares, poeta e pintor curbano, quem padeceu vinte e dois anos nas prisões políticas de Cuba, “não consta que o padre D’Escoto tenha se retratado do apoio ostensivo à ditadura castrista, favorecendo a escravidão do povo cubano”; para o padre D’Escoto “a primeira coisa que um cristão deve ser é anticapitalista e antiimperalista”. (Francisco, pro-castrismo, y confusión, 9/8/2014)

3. Não demorou muito para que reabilitado sacerdote mostrasse seu atual espirito de “reconciliação”. Em primeiro lugar, criticou a punição que lhe havia sido imposta: “na realidade, foi um abuso de autoridade e Deus me deu a graça de carregar isso sem nenhum rancor”; em segundo lugar, afirmou: “Jesus foi o maior anti-imperialista da história; foi crucificado por ser anti-imperialista”.  (La Prensa, Managua edición digital, 5/8/2014).

4. Mas, como se isto já não bastasse, no mesmo dia declarou ao Canal 4 de Managua: “O Vaticano pode silenciar em face do mundo, então Deus fará com que as pedras transmitam sua mensagem, mas não fez isso, escolheu o maior latino-americano de todos os tempos: Fidel Castro”. E não satisfeito em sua orgia laudatória acrescentou: “É através de Fidel Castro que o Espírito Santo nos transmite a mensagem, essa mensagem de Jesus da necessidade de lutar para estabelecer o reino de Deus nesta terra que é a alternativa ao império” (Agencia EFE, 5/8/2014).

5. O comunismo, que há muitos engana com a ideia de uma ‘aparente redenção’, seguirá sendo nosso primeiro inimigo. Porque “sua doutrina não é apenas social. O ateísmo que leva em seu coração o afeta com um coeficiente religioso... a doutrina comunista e um Evangelho infernal... Por isso se esforça em criar a confusão entre os católicos mediante sua falsificação da redenção dos humildes. Transforma a revolução divina em revolução humana e faz do homem novo de São Paulo o homem novo do marxismo” (Louis Salleron Monde et Vie, Paris, n. 168, 1968, p.44).

6. O comunismo, “abraçou o partido da humanidade contra os homens”, e os partidários do ódio convertera muitos lugares da terra em um mundo odioso, bem descrito por Thierry Mauliner: “Desse [mundo] que quis me afastar, desse mundo em que a mulher deve desconfiar de seu marido e o irmão de seu irmão. 7. Desse mundo em que um filho deve peticiona ao tribunal para julgue seu pai por traição: 'Solicito que meu pai seja condenado à morte e que minha carta seja lida em sua frente’. Desse mundo em que a vida é comprada ao preço do nojo de si mesmo”.

8. O sacerdote D’Escoto, cheio de ódio, blasfemo, impenitente, soberbo, cego ante a realidade, extraviado, fanatizado pela ideologia marxista ou totalmente louco, encontra-se em condições de celebrar a Santa Missa? Não serão cometidos renovados sacrilégios?

9. Não somos responsáveis por tudo isso porque não é de nossa competência outorgar licenças, retirá-las, ou suspender a quem quer seja. Mas como cristãos, manifestamos nosso temor e o faremos chegar pelas vias correspondentes, a quem têm a competência e responsabilidade de fazê-lo, para que fique inteirado caso não o esteja. E proceda em consequência assumindo essa responsabilidade.

Buenos Aires, 12 de agosto de 2014.

                    Bernardino Montejano*                       Juan Vergara del Carril                     Presidente                                                  Secretario


* O professor Montejano é conhecido nos círculos católicos no âmbito de sua pátria, a Argentina, e em nível internacional, tendo colaborado com a Revista Verbo de Madri, dirigida por décadas pelo também jusnaturalista Juan Vallet de Goytisolo. Discípulo do Padre Julio Meinvielle, seu compatriota e conhecido tomista, é profundo conhecedor do magistério da Igreja e defensor intrépido da Realeza Social de Nosso Senhor Jesus Cristo conforme ensinamentos de São Pio X e da encíclica Quas Primas de Pio XI. 


Os socialistas Evo Morales e frei D'escoto

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O VERDADEIRO SENTIDO DA DIGNIDADE E DA LIBERDADE

“Foi o cristianismo que ensinou ao mundo antigo o verdadeiro sentido da dignidade e da liberdade em sua ordenação para o fim transcendente e sobrenatural do homem. Sob sua influência floresceram as comunidades autônomas e se formaram as monarquias limitadas anteriores à centralização do Estado moderno. O liberalismo foi a negação dessa transcendência e a perda da dimensão social da liberdade, propiciando o surto da socialização totalitária.


____ José Pedro GALVÃO DE SOUSA. A liberdade em sua dimensão social. A propósito da distinção entre “liberdade abstrata” e “liberdades concretas”, In. Filosofar Cristiano. Revista Semestral, n. 15-16, Córdoba: Asociacion católica interamericana de filosofia, 1984-1985, p. 149.

O SOCIALISMO SÓ SE REALIZA INTEIRAMENTE COM ROBÔS

“Em uma sociedade sem propriedade individual ou sem família, a alma humana fica como que em estado de violência. A inteligência tende a se embotar, e a vontade a se desfibrar. O homem de muita personalidade é, no regime socialista, como um automóvel que anda pelas ruas na contra-mão. O socialismo só se realiza inteiramente com robôs. E o homem-robô é o fruto utópico e lógico do ambiente socialista, da educação marxista, das instituições socialistas, e de todo o sistema socialista de vida.”


___ Plínio Corrêa de Oliveira. Reforma Agrária: questão de consciência, São Paulo: Artspress, 2012, p. 262.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

SOCIALISMO CONTRA O PROGRESSO

“O socialismo distributivista dissemina por toda nação o sentimento de que sempre se têm o direito de tudo pedir ao Estado, sem nada lhe oferecer em troca, e dissolve o sentido do civismo e da responsabilidade (Bruclain, "Socialisme, debacle ou répletage", p. 37). A economia socialista não pode funcionar senão através de uma série de relações de dependência hierárquica, entre as quais o indivíduo não conta, uma vez que a única fonte de poder é a do Estado-Partido. O homem de 1970, escreveu Jacques Ellul, foi preparado pelas escolas para cumprir uma função, não para ser um homem... Não tem tempo para conhecer a si mesmo nem para criar uma relação complexa, difícil e desgastante com os demais. Este homem é muito bem equilibrado, mas perfeitamente expansivo... tudo esperando, definitivamente, das intervenções e decisões do Estado, que se converte em agente de toda impulsão coletiva ou reivindicação social; o Estado é uma espécie de mediador entre o homem e todos os problemas gerais. O Estado pode solucionar tudo; a cada acontecimento o homem espera a resposta do Estado, inclusive no âmbito privado: os programas sociais estão ai para resolver as questões individuais. Gado doce, educado e tranquilo, extraordinariamente bem castrado, dizia Saint-Exupéry. Eis ai o homem modelado pelo socialismo que, sem embargo, não cessa de prometer-lhe mais responsabilidade, mais participação em seu destino...”

__ Jean de SAINT-CHAMAS. El socialismo contra el progreso, Revista Verbo, Mardi, n. 94, abril de 1971, p. 371.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O CÂNCER SOCIALISTA

Os biólogos definem este [o câncer] como uma proliferação anárquica de células que vão devorando os órgãos, que depois se destroem a si mesmas e conduzem o vivo para a morte. E, como o câncer representa o auge da desordem biológica, o socialismo representa o auge da desordem social.
Expliquemo-nos. O socialismo inclina para o câncer na medida em que implica um desequilíbrio no exercício do poder político nas relações entre este poder (o Estado) e o conjunto dos elementos da nação: indivíduos, famílias, empresas, coletividades locais etc.
A existência do Estado é uma necessidade para toda a sociedade civilizada. Sua tarefa essencial consiste em harmonizar as liberdades dos cidadãos; quer dizer, em arbitrar mediante leis justas (seguidas de coerção no caso de sua inobservância: a força deve permanecer na lei...), os intercâmbios e conflitos entre os indivíduos e grupos...
(...)
Quando a raposa anda livremente pelo galinheiro, a liberdade das aves, dentro de sua espécie, e o poder de voltear de um extremo ao outro do cercado não significam nada perto da agilidade e a avidez do carnívoro.
Nesse sentido, o socialismo surge como uma reação contra os excessos do liberalismo do século anterior. Mas esta reação contra os danos causados pela liberdade foi sendo impulsionada gradualmente até o estrangulamento da própria liberdade.
O Estado, sob o pretexto de justiça, igualdade, assistência, foi se infiltrando pouco a pouco nas entranhas do aparato social; monopolizou os créditos, paralisou o trabalho com os impostos e a poupança com a inflação, atacou a propriedade privada, única defesa da liberdade, procurou a segurança de cada um com o preço da escravidão de todos. Em resumo; erigindo-se em espoliador e distribuidor universal, monstro de duas caras, na qual se combinam o Minotauro e a vaca leiteira, reduz a nação a um amontoado de indivíduos sem laços entre eles e sem nenhuma defesa diante de si.
É a definição pura do câncer. O diagnóstico de Salleron é severo e seu prognóstico pessimista. Para ele este processo cancerígeno parece difícil endereçar pelas duas razões seguintes:
1) Porque os líderes do socialismo, ligados à sua ideologia, estão condenados à fuga para frente, quer dizer, à uma radicalização crescente de seu método de governo que desemboca no comunismo, termo fatal da utopia igualitária.
2) Porque grande parte dos cidadãos digeriram, com o leite, o veneno socialista e se acostumaram a esperar tudo do Estado e, com isso, perderam o sentido do risco e das responsabilidades, que é inseparável do amor à liberdade, tal como o bovino, para quem a segurança do estábulo e a escassez do feno lhe faria esquecer o jugo.
Onde está, pois, o remédio? “Ver claro, é ver escuro”, dizia Valéry. Mas, talvez Salleron leve o pessimismo muito longe.
Há câncer, isto é certo, mas este câncer não diz respeito a todo organismo social; está no Estado mais que na nação, no país legal mais que no real, e creio que este é ainda capaz de ter uma reação saudável. E, mais ainda, porque a evidencia dos absurdos e dos males que provoca o socialismo salta aos olhos claramente cada vez mais.
Mas uma mudança da equipe de governo não basta se não é apoiado por uma reação vital das células sem câncer. Somos nós que devemos nos agarrar aos últimos farrapos da liberdade e assumir toda a responsabilidade. Em outros termos, salvaguardar e estender estas ilhotas de saúde social que o totalitarismo do Estado se afana em eliminar como relíquias do passado e que, na realidade, são sementes para o futuro. Será necessário ocorrer uma avalanche de catástrofes econômicas e políticas? O ignoramos. O que, sem embargo, sabemos é que o processo de descentralização – ou de descancerização – passa pela consciência e pela conduta daqueles que recusam a perspectiva de deixar-se devorar pelo câncer.
O socialismo – e o comunismo para o que inevitavelmente caminha se não nega seus próprios princípios – se opõem às leis mais elementares e mais comprovadas pela experiência, da natureza humana e da saúde das sociedades. Logo, já é uma promessa de vitoria combater tendo a natureza por aliada. O fim deste combate é a saúde da sociedade, que o triunfo do socialismo asfixiaria em um colapso próximo da morte.


___ Gustave THIBON. Louis Salleron nos fala do câncer socialista. Artigo sobre um livro de Louis Salleron (1905-1989), publicado na revista Itineraires, n. 277, de novembro de 1983.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

BASES ANTROPOLÓGICAS DA PROPRIEDADE

“Eliminar a propriedade privada é cortar definitivamente as bases econômicas da família e também de outras muitas instituições que servem de contrapoderes ao Estado e tornam possível a liberdade política. Em frase de Hilaire Belloc ‘tal solução seria como pretender cortar os horrores de uma religião falsa com o ateísmo, ou os males de um matrimônio fracassado com o divórcio, ou as tristezas da vida com o suicídio’. Entregar toda a riqueza possível à um só administrador universal [o Estado] supõem o definitivo desarraigamento do homem, reduzindo-o à sua condição meramente individual. Supõem também romper todo vínculo espiritual com as coisas, que deixarão assim de ser horizonte ou entorno humano para converter-se em fonte indiferenciada de subsistência. Paradoxalmente o coletivismo potencializa maximamente o individualismo e, através de um processo minucioso de massificação, elimina do coração humano toda relação com o mundo circundante que não seja a cobiça, a revolta e a inveja".


___Rafael GAMBRA CIUDAD. La propriedad: sus bases antropologicas, Revista Verbo, Madrid.

domingo, 4 de maio de 2014

NOVA ARMA CONTRA A PROPRIEDADE PRIVADA


O agronegócio foi escolhido como alvo pela esquerda brasileira e internacional. A esquerda católica representada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), MST, certas ONGs, o Fórum de Porto Alegre, setores influentes da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e demais entidades que se apresentam como defensoras dos direitos humanos elegeram o setor mais dinâmico da economia brasileira como o obstáculo principal a ser derrubado para alcançar sua meta socialista e igualitária. Trata-se de um novo golpe contra a propriedade privada, que paira sobre as cabeças dos brasileiros. E que ameaça efetivar-se através de reforma da Constituição, fundamentada numa noção ambígua de “trabalho escravo”.
[...]
Somente uma razão ideológica poderá explicar a origem e o tamanho dessa campanha. O pensamento socialista-comunista serve de orientação para combater o agronegócio e o direito de propriedade. Os que adotam esse pensamento desejam uma sociedade igualitária e miserabilista. Defendem a falsa ideia de que uma sociedade com consumo quase zero estaria mais próxima das virtudes evangélicas, e de que todo assalariado seria um escravo, porque lhe é roubada uma parte do fruto de seu trabalho... Podemos imaginar a cena: instala-se o terror contra o produtor rural tachado de escravocrata; os fiscais, com o aparato de guerra da Policia Federal, intimidando os empregados; a mídia com manchetes garrafais; a CPT, o MST e ONGs fazendo manifestações adredes encomendadas; se o juiz negar a expropriação, será tachado também de escravocrata, amigo dos poderosos... Faz bem o produtor rural que, dentro da lei, envida todos os esforços para defender seus legítimos direitos. E devemos também louvar a atitude do empregado, que não se engaja nessa campanha tipicamente revolucionária da esquerda. Uns e outros, na prática da moral católica tradicional, encontrarão o autentico caminho da harmonia de classes, para o bem próprio e o de toda a Nação.




sábado, 3 de maio de 2014

ADMINISTRATIVISMO SOCIALIZANTE

O administrativismo não representa só uma propensão metódica ou uma técnica de investigação, de interpretação ou de aplicação do direito notarial e registrário, mas é o conseqüente – o que nem sempre se adverte – de uma base ideológica e política socialista e estatalizante. Acerquemo-nos do cânon dos lugares-comuns de confronto entre a concepção clássica e a concepção socialista do direito, e aí se poderá avistar com facilidade o encasamento da administrativização notarial-registral à ideologia socializante: a) direito de propriedade privada, da concepção clássica, vs. domínio como simples função social – clave do discurso socializante pós-moderno; b) autonomia de vontades vs. contratos regulados, tipológicos, de adesão etc.; c) direito de herança vs. supressão das transmissões mortis causa, alguma vez indiretamente, por meio de tributações confiscatórias; d) casamento monogâmico vs. uniões “livres”, inclusas as homossexuais; e) direitos da família, maxime quanto à educação da prole, vs. estatização progressiva dos filhos.

RICARDO Henry Marques DIP. Estatuto profissional do notário e do registrador.  

 Desembargador Ricardo Dip

sábado, 19 de abril de 2014

ESQUERDA CATÓLICA E O COMPROMISSO COM A REVOLUÇÃO MARXISTA

Não só a CNBB, enquanto organismo episcopal, tem atuado em favor de um agro-reformismo radical, mas também bispos individualmente o têm feito. Enquanto a moralidade no Brasil decai de modo vertiginoso, com a dissolução das famílias, aborto, uniões homossexuais, amor livre etc, e a religiosidade da população entra em acentuado declínio, a ponto de muitos, inteiramente aturdidos, procurarem amparo em seitas protestantes, a preocupação primordial dos pronunciamentos episcopais continua a ser com os problemas econômico-sociais, apontando “soluções” de tipo socialista.


Gregório VIVANCO LOPES. Pastoral da Terra e MST incendeiam o País. Coleção Em Defesa do Agronegócio, São Paulo: 2004, p. 36.




domingo, 13 de abril de 2014

O VENENO MARXISTA

“Desgraçadamente ainda muita gente não se dá conta até que ponto o marxismo penetrou dentro da Igreja e segue envenenando não somente a própria convivência dos cristãos – opondo uns contra os outros, por introduzir, no interior da comunidade cristã, a luta de classes e injetando o ódio -, senão também pervertendo o pensamento cristão e elaborando uma, cada dia mais extensa e completa, verdadeira antiteologia”.

Padre Miguel PORADOWSKI. La mariologia marxista de Leonardo Boff. Revista Verbo, n. 177, julho-agosto de 1979, p. 863.






quarta-feira, 9 de abril de 2014

VIRTUDES TEOLOGAIS E A REVOLUÇÃO: BREVES NOTAS DE UM MÁRTIR

Neste tempo de “homofilia”, de insipidez e de decadência universais, vemos a fé e a esperança vazias de seu conteúdo sobrenatural. A fé em Deus se converteu na “fé no homem” (isto o torna mais “companheiro” e inclusive mais “camarada”); a esperança no céu é trasladada para o “paraíso na terra”. É o enlouquecimento das virtudes cristãs de que falava Chesterton. Assim, a caridade, perdidos os seus apoios (a fé e a esperança), se transforma rapidamente em simples “humanitarismo” que constitui a mais grave falsificação da caridade e, em suma, do cristianismo, uma vez que constitui o seu núcleo. Mas nossos aprendizes de revolucionários, que aprenderam a lição de que nada se destrói senão quando é substituído, apressam-se em fazer brilhar diante de nossos olhos de cristãos ingênuos novas esperanças e novos destinos. E assim o mundo moderno vê desenvolverem-se formas de messianismo temporal, uma diversidade de novos mitos. Razão, Estado, Nação, Proletariado, Soberania popular, Raça, Igualdade, Progresso, Opinião pública, Técnica, Socialização, Descolonização, Pleromização, etc. Os filósofos modernos caíram, uns após os outros, nos pecados contra a esperança que Santo Tomás descreve em sua Summa Teológica: o primeiro é a presunção, o segundo é o desespero.


Carlos Alberto SACHERI (1933-1974. Mártir de Cristo Rei). La virtud teologal de la esperanza. Revista Verbo, Madri, n. 131-132, janeiro-fevereiro (1975), p. 14.
O jovem professor argentino Carlos Alberto SACHERI com sua família.


Seu testemunho cristão imaculado, como esposo e pai de família, amigo, investigador, docente e promotor de inumeráveis iniciativas de restauração cívico-social de inspiração cristã, o marcou como alvo predileto das forças anti-cristãs e em pleno auge da violência terrorista de orientação marxista, em 22 de dezembro de 1974, após assistir a Santa Missa como o fazia diariamente, foi assassinado iníqua e covardemente pelo ERP (Exército Revolucionário do Povo), na presença de sua esposa e de seus sete filhos, o maior de 14 anos e a menor de apenas 2 anos de idade. Tinha 41 anos.

terça-feira, 8 de abril de 2014

BASTA DE CONFUSÕES!

O Cardeal Jorge Bergoglio, disse: “encarregar-se da utopia implica em saber para onde ir... para onde estou me dirigindo, não estar à deriva. Reivindicar a utopia adquire mais vigência nos tempos de obscuridade... Quando não há utopia ou a utopia encontra-se adormecida ou anestesiada, vive-se na conjuntura e não se sai dela”. Ela é um “caminho para o fim” e quando não existe “acomodo-me na conjuntura e volto-me sobre mim mesmo”. “Para que uma pastoral social, para que uma pastoral política funcione, hoje é necessário, dadas as situações de crises que vivemos, recuperar a utopia. A história nos ensina que este tipo de enfoque é o que encaminha para o amadurecimento de um povo... É criminoso privar um povo da utopia ou, dito de forma cristã, é criminoso privá-lo da esperança. Simplesmente é aprisioná-lo”. (Séptima Jornada Pastoral de Buenos Aires).

Lamentamos discrepar com nosso Pastor. Haveria que distinguir em primeiro lugar a utopia do ideal histórico concreto possível. A primeira fanatiza, o segundo desperta, amadurece e liberta. E em segundo lugar não se pode confundir a utopia com a virtude teologal da esperança, porque seria identificar o paraíso terrestre com a Pátria celestial, termo de nossa peregrinação aqui, no tempo... Basta de confusões!

Bernardino MONTEJANO. El mesianismo en los utopismos históricos. 

O MARXISMO SE APODERA DA RELIGIÃO

Embora o marxismo já tivesse grande influencia na teologia cristã protestante desde antes da primeira guerra mundial, esta influencia não teve maiores repercussões no pensar teológico em geral. Apenas depois do Concilio Vaticano II que esta “teologia dialética” de um grupo de teólogos protestantes começa a influir também sobre os teólogos católicos, criando uma corrente muito forte e muito perigosa de “teologia marxista”, que constitui a base doutrinal para a educação e a formação do novo clero da Igreja Católica; um clero completamente incorporado à revolução marxista e comprometido com seu êxito...Nós, os que cremos em Deus, somos testemunhas de algo inaudito; o marxismo, que é por definição ateu e materialista, se apodera da religião, instrumentaliza as igrejas para servir-se delas com o fim de alcançar o triunfo da revolução marxista, quer dizer, da destruição da religião e da crença em Deus. 

Miguel PORADOWSKI. El marxismo se apodera de la religion. Comunicação apresentada ao Congresso Mundial Anticomunista, Taiwan-Formosa, 1975. Revista Verbo, n. 133-134, mar-abril de 1975, pp. 521-522.

Dilma Vana (hoje presidente, outrora guerrilheira) e Evaristo Arns

Tomás Balduíno e membros do MST

segunda-feira, 7 de abril de 2014

A CIDADE TOTALITÁRIA

A Cidade totalitária que se elabora ao redor de nós oferece-nos, efetivamente, um duplo espetáculo: de um lado, uma tendência ao nivelamento geral, que apaga as verdadeiras diferenças entre os homens e consequentemente a complexidade natural; e, de outro, uma complicação cada vez maior na administração da Cidade e nas condições de existência de seus habitantes. Todos os homens estão em vias de se reunir como carneiros de um mesmo rebanho e nada é mais inextricavelmente emaranhado do que as leis e os regulamentos que regem suas relações. Tecnocracia, burocracia, papelada - isso não tem nada a ver com a relação orgânica complexidade-unidade. E isso se parece muito pouco com aquele processo de "amorisação" (impregnação de amor) de que fala Teilhard Chardin.

O coletivismo não reúne os homens senão para melhor os isolar. Ele os separa uns dos outros, na medida em que os amontoa uns sobre os outros. Assim, os grãos de areia no deserto formam uma imensa massa homogênea, mas os elementos que constituem essa massa não tem entre eles nenhum vínculo interno: é a própria imagem da Cidade Totalitária em que a solidão aumenta em função da promiscuidade.

A maqueta da Cidade Futura, nós a temos já nos grandes conjuntos anônimos que crescem como cogumelos ao redor de nossas cidades e dos quais transpira, para fora como para dentro, a lepra da uniformidade e do tédio; nos rebanhos humanos em que o "condutor" substitui o pastor; nesse desenraizamento geral que solta os indivíduos, como folhas mortas, ao vento da moda e da opinião; nessa fabricação em cadeia de consciências teleguiadas que são cevadas de abstrações e de quimeras ao invés de serem nutridas de realidades.
Falam-nos de bom grado da "dimensão planetária" da humanidade de hoje. Mas quem não vê que onde essa nova dimensão (que, aliás, não é nova: todos os santos conheceram essa paixão da humanidade) não tem por fundamento e por caução um apego vivido ao próximo imediato e uma experiência de responsabilidade pessoal, ela não pode ser senão ilusão e engano? É muito bonito ser cidadão do mundo, mas é preciso começar por não ser apátrida. Saint-Exupéry refere-se a este diálogo entre um homem apegado à sua terra e um desenraizado: "Você está partindo? - Sim. - Para onde? - Para Melbourne. - Como você estará longe! - Longe de onde?". Com efeito, não há distâncias para o desenraizado. Ele não está longe de nada. Mas, em contrapartida, ele não está ligado a nada: a palavra próximo não tem o menor sentido para ele.
Nessa ordem, o uso imoderado das facilidades de comunicação - quer se trate de deslocamento no espaço ou de informação - arrisca comprometer nossa capacidade de comunhão. O próximo se distância à medida que o longínquo se aproxima. E ainda não se aproxima senão em aparência: por palavras e por imagens. O que pensar, por exemplo, desse cidadão inconsciente e organizado (mecanizado caberia melhor) que se apaixona pela guerra do Vietnã e ignora os problemas e talvez mesmo a existência de seu vizinho de andar. Que ignora até o seu próprio problema, pois não se dá conta de que não entende nada das questões acerca das quais é pedido que tome partido. E esse homem, arrancado de seu próximo e de si mesmo, vive em sonho a duas mil léguas.
Diante dessa ameaça - já em parte realizada - do formigueiro futuro, Teilhard afirma com um otimismo intrépido: "não há formigueiro se as formigas aprendem a se amar". Mas como poderiam elas aprender a se amar se a própria construção do formigueiro implica na eliminação das condições de amor, na erosão do terreno social de que ele precisa germinar? É aqui que se aplica a fundo a parábola da semente e do solo: o grão divino aborta sobre um solo humano muito empobrecido.
Victor Hugo, num clarão de lucidez profética, coloca estas palavras na boca de não sei que Demos informe, construtor da Cidade coletivista e igualitária: "eu sou tudo, o inimigo misterioso de Tudo". O número, túmulo da unidade: é aí, com efeito, que desemboca a miragem coletivista. Uma cidade em que une seus habitantes enquanto cifras e não enquanto pessoas. Que faz a soma e não a síntese. E que, em última análise, se edifica sobre as ruínas do homem real. Um organismo - se isso se pode dizer! - em que a prótese substituiu os membros: no limite, os ídolos absorvendo seus adoradores – uma sociedade sem homens.

Gustave THIBON. Coletivismo contra o social. Revista Hora Presente, São Paulo, set-outubro de 1968, n. 1, p. 127-128.