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quarta-feira, 13 de abril de 2016

A PERSONALIDADE DE UMA PÁTRIA

“A personalidade de uma pátria não se baseia apenas na conformação cartográfica ou na fisionomia do seu espaço físico, pois se tal se desse, teríamos um corpo sem alma; ela compreende também as origens da Nação e o seu desenvolvimento intelectual, moral, espiritual, através do tempo. (...) Sem tradição não pode haver virtude, nem dignidade, nem independência, nem amor à gloria. Sem tradição, cada um procura o gozo material, os prazeres, as posições e os cargos, porém, jamais procura os caminhos do Dever para com Deus e a Pátria”.
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Plínio SALGADO. Nosso Brasil, Obras Completas IV, São Paulo: Editora das Américas, P. 287-289.

A ALMA DA PÁTRIA

“Ninguém como eles, os Evangelizadores, empreende mais gloriosa ‘entrada’ nos sertões. Sua bravura ilumina-se pelo doce clarão das virtudes. Seu sacrifício purifica-os. Sua abnegação torna-os santos. Sua renúncia às coisas materiais revela a ambição maior das alegrias eternas. Eles penetram o sertão virgem, cheio de surpresas, a fim de chamar as almas barbaras para o caminho de Cristo. Sua palavra toca os corações, domina os instintos, encanta, arrasta, conduz. Os Evangelizadores percorrem, assim, os vastos panoramas. Eles ficam fazendo parte da paisagem. O sino de uma ermida rústica anunciará, em breve, aos sertões, a hora tão doce e religiosa do por do sol. O sino cantará nas madrugadas. Os selvagens, brutos, virão escutar os cânticos sagrados. E Deus, do alto do céu sertanejo, sorrirá para o Brasil que está nascendo... Escutai o canto dos sinos nos panoramas do sertão! As almas dos semeadores da beleza moral passam leves, diáfanas, no azul do céu, por sobre a refulgência das tardes sertanejas. E a alma da nossa pátria entoa, no esplendor do seu lindo sonho, a eterna canção que lhe ensinaram os Evangelizadores das Selvas”.
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Plínio SALGADO. Nosso Brasil, Obras Completas IV, São Paulo: Editora das Américas, p. 292-293.