Mostrando postagens com marcador Comunismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Comunismo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

LIBERALISMO, COMUNISMO E MODERNISMO

- As três rãs – disse – são o liberalismo, o comunismo e o modernismo. As três heresias desaforadas, saltimbancos, brejeiras e entrelaçadas.
- O coaxar do liberalismo é “liberdade, liberdade, liberdade”; o coaxar do comunismo é justiça social; o coaxar do modernismo, de onde nasceram os outros e os reunirá um dia, poderíamos atribuir-lhe este significado: “Paraíso na Terra”; “Deus é Homem; o homem é deus”.
- E a democracia? – Perguntei eu.
- É o coro das três juntas: democracia política, democracia social e democracia religiosa.
(...)
A pior idolatria. Pois por trás do “modernismo” está latente a idolatria mais execrável, a apostasia mais perfeita, a adoração do homem em lugar de Deus, e isso sob formas cristãs e ainda, talvez, mantendo a aparência da fé.
______________________

Leonardo CASTELLANI. "Las Tres Ranas", en Los papeles de Benjamín Benavides, tercera edición, Buenos Aires: Dictio, 1978, pp. 46-47.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

CONTRA A PESTE MARXISTA...

É uma mentira que a revolução marxista esteja empenhada na luta pela justiça e pelo bem-estar de todos os trabalhadores, pois onde vence impõe a todos, e especialmente aos operários, uma exploração e opressão totais.
É uma mentira que a revolução marxista realmente esteja comprometida na luta pela libertação do homem, pois, sendo materialista e atéia, constrói uma sociedade totalitária, com uma completa escravidão.
Cada homem, e especialmente o cristão, tem o dever de comprometer-se na luta contra a peste marxista, até sua completa derrota, até que seja eliminada e desterrada da vida humana.
Não basta defender-se do marxismo e sua revolução; é necessário também ataca-lo, destruí-lo. Não basta que defendamos nossa liberdade ameaçada; é necessário sair em defesa da liberdade dos demais, dos que perderam essa liberdade e há mais de meio século apodrecem nos campos de concentração nos países subjugados pelo marxismo. A liberdade é uma só. Nós, entretanto, que vivemos nos países livres, não podemos nos sentir completamente livres, sabendo que já outros seres humanos, nossos irmãos, que sofrem na escravidão imposta pelo totalitarismo marxista.
Aceita a coexistência do mundo livre com o mundo escravizado é trair a liberdade e viver em permanente medo de que nós também caiamos algum dia na escravidão. É necessário libertar todos os países vitimas da agressão marxista...
O marxismo e sua revolução é que envenenam a convivência humana, provocando a profunda crise em que ora vivemos. A eliminação, pois, do marxismo e sua revolução de nossa vida é o único caminho para salvar-nos da espantosa e desesperante crise na qual se encontra atualmente a humanidade, a crise que, sem ser solucionada, tarde ou cedo, vai levar-nos a uma catástrofe de proporções apocalípticas.
____________________

Miguel PORADOWSKI. Em face do maior imperialismo da História, Revista Hora Presente, n. 23, Outubro/1977, p. 64-65. 


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O COMUNISMO E A REVOLUÇÃO ANTI-CRISTÃ

Prólogo da segunda edição

Este ensaio teve maior acolhida do público do que seu autor imaginara.
Nele se dizem algumas verdades, senão novas, substanciais que me pareceu conveniente apontar nesta nova edição.
Por isso, foi suprimido o que podia haver de circunstancial para dar ênfase, em troca, a conceitos, embora hoje olvidados, não menos necessários e urgentes da problemática religiosa.
São estes os conceitos de Realeza de Cristo e o de Civilização Cristã. Se devemos crer, com efeito, para certos autores não se sabe hoje o que é a civilização cristã nem o sabem “todos os Papas de nosso século” (O sacerdote dominicano Avril e o jesuíta de Soras, citados pela revista francesa Itinéraires, junho de 1963, página 153.).
No entanto, é o conceito de Realeza de Cristo o qual nos pode esclarecer suficientemente o de civilização cristã e é este, ou de seu equivalente Cidade Católica, o que, como ponto de referência, pode dar-nos ampla certeza do que na realidade o comunismo se propõe destruir totalmente, para logo, desta forma reduzir a Igreja ao silencio mais absoluto.
Ao suprimir conceitos tão substanciais, se é suprimido, por conseguinte, o reto conhecimento do comunismo e de sua propagação e se retira as bases para uma luta eficaz contra este mal, o primeiro de nosso tempo.
A Carta Magna da Igreja sobre o comunismo ateu, a Divini Redemptoris de Pio XI, em troca, centraliza sobre o ponto da Civilização Cristã e de sua exclusão pelo comunismo toda a medida de erro, de malicia e de perigo de que este está cheio.
Por isso, na primeira página de dito documento, depois de destacar que a promessa e a vinda do Redentor preencheu as ânsias de tão longa expectação da humanidade e “inaugurou uma nova civilização universal cristã, imensamente superior a que até então à custa dos maiores esforços e trabalhos atingiram alguns povos mais privilegiados”, acrescenta este parágrafo sugestivo: “Este perigo tão ameaçador, já o haveis compreendido, Veneráveis Irmãos, é o comunismo bolchevique e ateu, que se propõe como fim peculiar revolucionar radicalmente a ordem social e subverter os próprios fundamentos da civilização cristã”.
Porque entre muitos católicos se suprime ou se debilita o reto sentido do que seja a civilização católica ou a Cidade Católica, se é suprimido também ou se debilita paralelamente o combate que se há de empreender contra este mal e perigo do comunismo e se dá lugar a uma como que aceitação do mesmo, quando não a um verdadeiro reconhecimento e aprovação.
Tal o erro do progressismo que em formas mais ou menos francas ou atenuadas invade hoje e envenena a mentalidade e a ação de muitos católicos. Esperamos em breve dedicar a este tema um pequeno ensaio, não obstante, não quiséramos deixar de assinalar aqui seu erro e seu perigo. (“En torno al Progresismo Cristiano”, Librería Huemul, Buenos Aires, 1964, e reeditado como “Un Progresismo vergonzante”, Cruz y Fierro Editores, Buenos Aires, 1967).
Ao alterar o conceito de civilização cristã e em consequência o de comunismo, muitos católicos encontram-se obrigados a alterar o significado da teologia da história, desvinculando esta do dogma fundamental na matéria que é o da Realeza de Cristo. Porque a história, a história da realidade temporal dos povos, de sua realidade pública e também política, deve significar o alto e supremo domínio que Deus colocou nas mãos de Cristo. É certo que poderão os povos rebelar-se contra a pacífica dominação de Cristo. Mas ainda assim, para sua ruína, os povos não poderão deixar ter significado à Cristo. Porque a história tem uma direta dependência de Cristo, já que toda ela deve significar como um sacramento o reino de Deus com um sacramento. E somente significa positivamente quando se converte em história cristã, em Cidade Católica. Por esquecer isso, a teologia da história se converteu hoje em uma teologia nominalista que nega a substancia mesmo com que deveria estar constituída; é, a saber, desta significação positiva que há de brindar a realidade publica dos povos.
Por isso, alteração do conceito de civilização cristã, diminuição do combate contra o comunismo, progressismo e uma má teologia da história andam hoje juntos em muitos católicos e ainda em teólogos que consideram expertos em teologia da história. Tudo isto nos dá induz há acrescentar um novo capitulo a este primitivo ensaio que leva precisamente por título “Da Realeza de Cristo na história à Civilização Cristã”. Desta forma se tornará mais consistente a coerência de temas que não podem ser separados.

R. P JULIO MEINVIELLE

Epifania do Senhor, 1964.

Padre Julio Meinvielle (1905-1973)

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O COMUNISMO E A DEBILIDADE DO OCIDENTE

“Nos últimos tempos há certa tendência em recriar a ilusão de que “a ideologia comunista morreu”, que foi derrotada. Mas ela ainda flameja o suficiente para conquistar o mundo inteiro e tudo conduz à isso... A ideologia de todo socialismo baseia-se no poder coercitivo do Estado. Não nos enganemos. A solidariedade inspirava-se no cristianismo e não no socialismo. Essa ideologia está morta? Antes de morrer terá tempo de demolir, de conquistar todo o Ocidente e de digerir seu sangue. A ideologia comunista é uma força metafísica contrária à natureza e age a despeito das leis físicas, econômicas e sociológicas. Em vez de morrer, como deveria, triunfa graças à debilidade do Ocidente. A ideologia comunista é ainda capaz de sobreviver à União Soviética e à China comunista, porque encontrará no mundo uma terra que a nutra... Desde Gênova, em 1922, passando por Yalta e Helsinki, e a que atualmente se celebra em Genebra, os acordos serviram apenas para enganar o Ocidente, para garantir o êxito do comunismo. São vãs, pois, as esperanças atuais. A democracia ocidental se agarra, com as duas mãos, à ilusões. É cegueira supor efetivos os acordos com um adversário sem piedade, sem coração, quando a debilidade do Ocidente – resultado de três séculos de evolução europeia – reside em seus próprios fundamentos. A sociedade ocidental tal qual se manifesta hoje, cada vez mais consumista, mais alheia ao trabalho, hedonista, destruidora da família, tentada pela drogadição, ateia, paralisada pelo terrorismo, esgotou sua energia vital, perdeu sua saúde espiritual. Assim como encontra-se neste momento, a sociedade ocidental não pode sobreviver. E o socialismo, longe de ser uma solução, não é mais que outra forma do mesmo mal... Os povos submetidos [ao comunismo] seguirão rebelando-se e conseguindo êxitos ocasionais que pagarão com o seu sangue, mas se o Ocidente confia apenas nisso, como faz hoje, corre para sua perdição. As esperanças de qualquer ser vivo neste mundo devem ser apenas de ordem interior: fortalecer o próprio espirito, exaltar os autênticos valores da vida”.


__ Alexander SOLJENÍTSIN. Polônia, a lição principal, publicado no jornal L'EXPRES de 22 de janeiro de 1982.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

INDÍGENISMO E MARXISMO

 “Não é de estranhar que a militância das associações indigenistas apareça vinculada à organizações e partidos de esquerda e que estas, por sua vez, se solidarizem com os programas daquelas. É certo que o indigenismo – ou melhor, os próprios índios – não deixaram de ter problemas nos países com governos marxistas ou pró-marxistas, inclusive problemas de sobrevivência. Mas isto demonstra apenas a insuficiência do Comunismo ou de qualquer via socialista para assegurar o Bem Comum, e a falácia da decantada ajuda ao marginalizados. Os índios, como os pobres e os desvalidos, não são mais que um recurso sociológico e um caudal eleitoral. É que para o marxismo – e isto foi difundido por seus protagonistas – os desvalidos não lhe interessam enquanto vulnerabilidade que carece de ajuda, mas enquanto força organizada que lhe sirva de apoio. Não são seus anseios que procuram compreender e orientar, mas seus ressentimentos que visam mobilizar revolucionariamente”.


___ Antonio CAPONNETTO. Hispanidad y Leyendas Negras. La Teología de la Liberación y la Historia de América. Bs. As.:, Nueva Hispanidad, 2002, p. 155-159.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

FAMÍLIA E MARXISMO

“a família – na visão marxista - deve estar vinculada à produtividade. Os pedagogos russos clássicos insistiram muito na necessidade da unidade e integridade da família, mas sempre como esfera da coletividade e relacionada à produtividade. Inclusive os jogos infantis eram concebidos como preparação para a atividade produtiva e como educação para o trabalho. Um sinal trágico deste ‘caráter funcional’ da família em relação à produtividade foi precisamente que a primeira sociedade marxista considerasse necessário não só que a mulher ingressasse no mundo do trabalho, mas também a legalização do aborto caso impedisse esta realização da mulher trabalhadora... o homem deve ser liberado da dependência erótica  e afetiva que se realiza no matrimônio, assim como da dependência do espírito que dá na vida moral. O principal representante desta ideologia é Herbert Marcuse, com o qual chega-se inclusive a teorizar a libertação da sexualidade da heterossexualidade, e falar de ‘polimorfismo’ e, portanto, de ‘livre escolha de sexo’”.


___ Elio SGRECCIA. Manual de Bioética. Fundamentos y ética biomédica, Vol. 1, 4 ed., Madrid: BAC, 2007, pp. 478-479.  


domingo, 4 de maio de 2014

NOVA ARMA CONTRA A PROPRIEDADE PRIVADA


O agronegócio foi escolhido como alvo pela esquerda brasileira e internacional. A esquerda católica representada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), MST, certas ONGs, o Fórum de Porto Alegre, setores influentes da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e demais entidades que se apresentam como defensoras dos direitos humanos elegeram o setor mais dinâmico da economia brasileira como o obstáculo principal a ser derrubado para alcançar sua meta socialista e igualitária. Trata-se de um novo golpe contra a propriedade privada, que paira sobre as cabeças dos brasileiros. E que ameaça efetivar-se através de reforma da Constituição, fundamentada numa noção ambígua de “trabalho escravo”.
[...]
Somente uma razão ideológica poderá explicar a origem e o tamanho dessa campanha. O pensamento socialista-comunista serve de orientação para combater o agronegócio e o direito de propriedade. Os que adotam esse pensamento desejam uma sociedade igualitária e miserabilista. Defendem a falsa ideia de que uma sociedade com consumo quase zero estaria mais próxima das virtudes evangélicas, e de que todo assalariado seria um escravo, porque lhe é roubada uma parte do fruto de seu trabalho... Podemos imaginar a cena: instala-se o terror contra o produtor rural tachado de escravocrata; os fiscais, com o aparato de guerra da Policia Federal, intimidando os empregados; a mídia com manchetes garrafais; a CPT, o MST e ONGs fazendo manifestações adredes encomendadas; se o juiz negar a expropriação, será tachado também de escravocrata, amigo dos poderosos... Faz bem o produtor rural que, dentro da lei, envida todos os esforços para defender seus legítimos direitos. E devemos também louvar a atitude do empregado, que não se engaja nessa campanha tipicamente revolucionária da esquerda. Uns e outros, na prática da moral católica tradicional, encontrarão o autentico caminho da harmonia de classes, para o bem próprio e o de toda a Nação.




sábado, 19 de abril de 2014

ESQUERDA CATÓLICA E O COMPROMISSO COM A REVOLUÇÃO MARXISTA

Não só a CNBB, enquanto organismo episcopal, tem atuado em favor de um agro-reformismo radical, mas também bispos individualmente o têm feito. Enquanto a moralidade no Brasil decai de modo vertiginoso, com a dissolução das famílias, aborto, uniões homossexuais, amor livre etc, e a religiosidade da população entra em acentuado declínio, a ponto de muitos, inteiramente aturdidos, procurarem amparo em seitas protestantes, a preocupação primordial dos pronunciamentos episcopais continua a ser com os problemas econômico-sociais, apontando “soluções” de tipo socialista.


Gregório VIVANCO LOPES. Pastoral da Terra e MST incendeiam o País. Coleção Em Defesa do Agronegócio, São Paulo: 2004, p. 36.




domingo, 13 de abril de 2014

O VENENO MARXISTA

“Desgraçadamente ainda muita gente não se dá conta até que ponto o marxismo penetrou dentro da Igreja e segue envenenando não somente a própria convivência dos cristãos – opondo uns contra os outros, por introduzir, no interior da comunidade cristã, a luta de classes e injetando o ódio -, senão também pervertendo o pensamento cristão e elaborando uma, cada dia mais extensa e completa, verdadeira antiteologia”.

Padre Miguel PORADOWSKI. La mariologia marxista de Leonardo Boff. Revista Verbo, n. 177, julho-agosto de 1979, p. 863.






quarta-feira, 9 de abril de 2014

VIRTUDES TEOLOGAIS E A REVOLUÇÃO: BREVES NOTAS DE UM MÁRTIR

Neste tempo de “homofilia”, de insipidez e de decadência universais, vemos a fé e a esperança vazias de seu conteúdo sobrenatural. A fé em Deus se converteu na “fé no homem” (isto o torna mais “companheiro” e inclusive mais “camarada”); a esperança no céu é trasladada para o “paraíso na terra”. É o enlouquecimento das virtudes cristãs de que falava Chesterton. Assim, a caridade, perdidos os seus apoios (a fé e a esperança), se transforma rapidamente em simples “humanitarismo” que constitui a mais grave falsificação da caridade e, em suma, do cristianismo, uma vez que constitui o seu núcleo. Mas nossos aprendizes de revolucionários, que aprenderam a lição de que nada se destrói senão quando é substituído, apressam-se em fazer brilhar diante de nossos olhos de cristãos ingênuos novas esperanças e novos destinos. E assim o mundo moderno vê desenvolverem-se formas de messianismo temporal, uma diversidade de novos mitos. Razão, Estado, Nação, Proletariado, Soberania popular, Raça, Igualdade, Progresso, Opinião pública, Técnica, Socialização, Descolonização, Pleromização, etc. Os filósofos modernos caíram, uns após os outros, nos pecados contra a esperança que Santo Tomás descreve em sua Summa Teológica: o primeiro é a presunção, o segundo é o desespero.


Carlos Alberto SACHERI (1933-1974. Mártir de Cristo Rei). La virtud teologal de la esperanza. Revista Verbo, Madri, n. 131-132, janeiro-fevereiro (1975), p. 14.
O jovem professor argentino Carlos Alberto SACHERI com sua família.


Seu testemunho cristão imaculado, como esposo e pai de família, amigo, investigador, docente e promotor de inumeráveis iniciativas de restauração cívico-social de inspiração cristã, o marcou como alvo predileto das forças anti-cristãs e em pleno auge da violência terrorista de orientação marxista, em 22 de dezembro de 1974, após assistir a Santa Missa como o fazia diariamente, foi assassinado iníqua e covardemente pelo ERP (Exército Revolucionário do Povo), na presença de sua esposa e de seus sete filhos, o maior de 14 anos e a menor de apenas 2 anos de idade. Tinha 41 anos.

terça-feira, 8 de abril de 2014

A MORALIDADE DA AÇÃO REVOLUCIONÁRIA ACIMA DO BEM E DO MAL

A moralidade da ação revolucionária situa-se além do bem e do mal. O bem é a Revolução: e o mal é tudo o que se opõem a ela. O imperativo moral está totalmente incorporado à ação política posta ao seu serviço. O que justifica a violência numero 2 (a da ação revolucionária)? É a violência numero 1 (a ordem vigente): não as faltas pessoais, senão uma espécie de crime social difuso. De que crimes eram culpados os reféns da guerrilha, seja o embaixador ou o soldado? Há que referir-se à nova moral: a do pecado coletivo, que não é produto de pessoas senão das estruturas. O “mal das estruturas” é o nome do pecado original para teólogos como González Ruiz. Todo mundo é cúmplice desse mal, mas em primeiro lugar os que, por sua posição, defendem a ordem estabelecida. Se o pecado é fundamentalmente o mal das estruturas, a questão está em saber quem é cúmplice das estruturas. A moralidade da guerrilha vem a ser a de uma guerra justa: o guerrilheiro tem direito de colocar fora de combate todo indivíduo que seja cúmplice da ordem estabelecida.

Rev. Padre Philippe ANDRÉ-VINCENT, O.P. A violência e o mito no fenômeno revolucionário. Publicado originalmente em “Permaneces” (n. 107), França, fevereiro de 1974. Posteriormente foi publicado sob o título "Revolução e Direito" pela coleção “Philosophie du Droit”, então dirigida pelo conhecido professor Michel Villey.

O MARXISMO SE APODERA DA RELIGIÃO

Embora o marxismo já tivesse grande influencia na teologia cristã protestante desde antes da primeira guerra mundial, esta influencia não teve maiores repercussões no pensar teológico em geral. Apenas depois do Concilio Vaticano II que esta “teologia dialética” de um grupo de teólogos protestantes começa a influir também sobre os teólogos católicos, criando uma corrente muito forte e muito perigosa de “teologia marxista”, que constitui a base doutrinal para a educação e a formação do novo clero da Igreja Católica; um clero completamente incorporado à revolução marxista e comprometido com seu êxito...Nós, os que cremos em Deus, somos testemunhas de algo inaudito; o marxismo, que é por definição ateu e materialista, se apodera da religião, instrumentaliza as igrejas para servir-se delas com o fim de alcançar o triunfo da revolução marxista, quer dizer, da destruição da religião e da crença em Deus. 

Miguel PORADOWSKI. El marxismo se apodera de la religion. Comunicação apresentada ao Congresso Mundial Anticomunista, Taiwan-Formosa, 1975. Revista Verbo, n. 133-134, mar-abril de 1975, pp. 521-522.

Dilma Vana (hoje presidente, outrora guerrilheira) e Evaristo Arns

Tomás Balduíno e membros do MST

domingo, 6 de abril de 2014

O HOMEM SE CONVERTE EM GADO MANSO, POLIDO E TRANQUILO..

É espantoso como nos encontramos castrados a preceito. É assim que somos finalmente livres. Cortaram-nos os braços e as pernas, a seguir deram-nos liberdade para andarmos. Mas eu odeio esta época em que, sob um totalitarismo universal, o homem se converte em gado manso, polido e tranquilo. Querem que nós tomemos isso como um progresso moral! O que odeio no marxismo é o totalitarismo a que conduz... A própria substancia encontra-se ameaçada. Mas, quando ela for salva, levantar-se-á então o problema, que é o problema de nosso tempo. Que é o do sentido do homem. E não se propõe uma resposta para ele e tenho a impressão que caminho para os tempos mais obscuros do mundo.


Antoine de SAINT-EXUPÉRY. Carta ao General “X”.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

A IMPRENSA IRRESPONSÁVEL

A liberdade não se desviou subitamente para o mal. A evolução foi se fazendo progressivamente. Segundo parece, o ponto de partida foi a benévola concepção humanista segundo a qual o homem, senhor do mundo, não leva em si gérmen algum de maldade, e tudo o que de viciado aparece em nossa existência é simplesmente fruto de sistemas sociais errôneos que devem ser corrigidos. Olhai, há algo que é deveras estranho: o Ocidente, aonde as condições sociais são melhores, tem uma criminalidade indiscutivelmente elevada e nitidamente mais forte que a sociedade soviética, com toda sua miséria e sua ausência de leis...

A imprensa (emprego a palavra “imprensa” para designar todos os meios massivos de comunicação) goza, naturalmente, também ela, da maior liberdade. Mas como usa esta liberdade? Já o sabemos: guardando-se bem de transgredir os marcos jurídicos, mas sem nenhuma verdadeira responsabilidade moral, se falsifica os fatos e deforma as proporções. Por acaso o jornalista e seu jornal são verdadeiramente responsáveis diante de seus leitores ou diante da história? Quando, por exemplo, ao publicar uma informação falsa ou ao tirar conclusões errôneas, enganaram a opinião pública ou fizeram que o próprio Estado desse um passo em falso, por acaso os vimos reconhecer publicamente sua culpa? Não, evidentemente, porque isso iria contra a venda… Você pode apostar que agora, com renova altivez, escreverá o contrário do que afirmou antes.

A necessidade de dar uma informação imediata com firmeza obriga a preencher os espaços em branco com conjecturas, a fazer eco de rumores e suposições que logo não serão desmentidos e permanecerão, portanto, na memória dos leitores. Todos os dias, quantos juízos apressados, temerários, presunçosos e falazes, que obscurecem o cérebro dos ouvintes, e ali se fixam! A imprensa tem o poder de falsificar a opinião publica, e também de pervertê-la. Vemos assim como coroa aos terroristas com os audazes lauréis de Eróstrato, como revela assuntos secretos ainda quando pertencentes à defesa nacional, como viola impudicamente a vida privada das celebridades ao grito de: “Todo o mundo tem direito a saber tudo”. Este é um slogan mentiroso para um século de mentira. Porque acima deste direito há outro, hoje perdido: o direito que o homem tem a não saber, o direito a que não encham sua alma criada por Deus com fofocas, falatórios e futilidades. Aquele que verdadeiramente trabalha e cuja vida está bem ocupada, não precisa para nada desta onda superabundante de informações embrutecedoras.

A imprensa é o lugar privilegiado aonde se manifesta esta precipitação e esta superficialidade que são a enfermidade do século XX. Foi proibida de ir ao coração dos problemas; não está ai para isso, senão para oferecer formulas sensacionalistas.

E, com tudo isso, a imprensa se converteu na força mais poderosa dos Estados ocidentais, mais poderosa que os poderes executivo, legislativo e judiciário. Vejamos: em virtude de que lei foi escolhida e a quem presta conta de sua atividade? No Leste comunista, um jornalista é abertamente nomeado pelo Estado, como todo funcionário. Mas, que eleitores decidiram que os jornalistas ocidentais tenham uma posição tão preponderante? Por quanto tempo a ocupam e quais são seus poderes?

Acrescentemos por fim uma peculiaridade inesperada para um homem que vem do Leste totalitário, aonde a imprensa está estritamente unificada: se se toma em conjunto a imprensa ocidental, observamos como também nela as simpatias se dirigem em bloco para o mesmo lado (para onde sopra o vento do século), juízos afirmados dentro de certos limites aceitos por todos, talvez também interesses corporativos comuns. Tudo isto tem por resultado não a competência senão certa unificação. A liberdade sem freios é para a própria imprensa, não para os leitores: uma opinião só será apresentada com certo relevo e ressonância se não está em demasiada contradição com as ideias próprias do jornal e com essa tendência geral da imprensa.

O Ocidente, que não possui censura, opera, contudo, uma seleção minuciosa separando as ideias que estão em voga daquelas que não estão, e se é certo que estas últimas não padeçam de qualquer ilegalidade ou proibição, não podem expressar-se verdadeiramente nem na imprensa periódica, nem nos livros, nem no ensino universitário. O espírito de vossos investigadores é muito livre, juridicamente falando, mas está totalmente cercado pela moda. Sem que haja, como no Leste, violência aberta, está seleção feita pela moda, esta necessidade de conformar tudo à modelos standard impede que os pensadores mais originais aportem sua contribuição à vida pública e provoca a aparição de um perigoso espírito gregário que obstaculiza o verdadeiro progresso. Desde que estou nos Estados Unidos, recebi cartas de pessoas notavelmente inteligentes, como a que mandou o professor de um “college” perdido no fundo de uma província, cujas ideias poderiam ajudar muito a rejuvenescer e salvar seu país, mas que os Estados Unidos não podem ouvir porque os meios de comunicação se negam a interessar-se por ele. Assim é que os preconceitos vão se enraizando na multidão, assim é como um país vai ficando cego, enfermidade tão perigosa em nosso dinâmico século.

Olhai a ilusão que tem tanta gente que imagina compreender a atual situação do mundo. Essa ilusão forma ao redor de suas cabeças uma couraça tão dura que nenhuma das vozes que chegam dos dezessete países do Leste europeu e da Ásia Oriental consegue atravessá-lo, na espera de que o inevitável porrete dos acontecimentos o faça voar em pedaços.

Alexander SOLJENITSIN. El suicidio de Occidente, Ediciones Mikael, 1983.