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sábado, 10 de junho de 2017

A NOSSA TRIPLA FILIAÇÃO



“Todos nós, todos os homens, temos uma tripla filiação. Somos todos filhos de Deus: neguem ou afirmem, todos somos filhos de Deus, pois Deus existe, ainda que o rechacem. Mas também temos uma filiação histórica: somos filhos de uma terra, somos filhos de uma pátria, pertencemos a uma aldeia, a uma comarca, nascemos filiados a um território concreto e singular. E todos nós temos também uma filiação carnal: somos filhos de uma pátria pequena, de uma pátria doméstica que é a família, nossa casa. Bem dizia em Espanha José Primo de Rivera que ninguém nasce filiado a um partido político, mas todos nascem filiados a Deus, a Pátria e ao lar. Estas três filiações são irrenunciáveis, são irremovíveis. Nem Deus, nem a Pátria e nem a família são bens que se escolhem; pertencemos a eles e devemos servi-los com fidelidade inquebrantável até a morte. Desconhece-los, alterá-los, substituí-los por outros, é traição, o mais grave dos crimes”.
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Antonio CAPONNETTO. Conferência intitulada “La Educación y la Familia”.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A PEDAGOGIA DO HOMEM ESSENCIAL

Frente à Pedagogia da mediocridade e do ecletismo, frente à proposta de um self-made man sem mais compromissos senão desfazer-se deles, frente à moral autônoma e a prescidência magisterial, frente aos pensamentos moveis e à anormalidade homologada com o normal, frente à todas as formas de imanentismo, reducionismo e massificação, frente à destruição da vida contemplativa com as maquinas de ensinar e os programas de controle remoto, frente – em suma – à Pedagogia Moderna, é necessário, urgente, impostergável, reconquistar a Pedagogia dos Arquétipos.
Tudo já foi provado; resta provar a Verdade.
Um ensino fundado no senhorio sobre si mesmo – que não é outra coisa que a verdadeira liberdade -, na renúncia e na obediência, na concepção da vida como um ato de serviço; um ensino sustentado nos mais altos valores especulativos e nas mais licitas preocupações concretas.
Pedagogia do homem essencial, portador de um destino transcendente; Pedagogia da virtude e do Patriotismo; da Ordem Natural e do realismo; Pedagogia da Cruz e não da foice e do martelo, porque uma não se salva nem engrandece com as saídas laborais e os avanços técnicos, mas – como dizia Marechal –

“cuando traza la cruz en su esfera durable; la Cruz tiene dos líneas: ¿cómo las traza un pueblo? con la marcha fogosa de sus héroes abajo (tal es la horizontal) y la levitación de sus Santos arriba (tal es la vertical de uma Cruz bien lograda)”

A resposta adequada deve partir de uma atitude metafísica. Não basta resolver problemas conjunturais por importantes que pareçam. Mas, ademais -  e isto é decisivo -, esse movimento da alma para o Exemplar que suscitam os Arquétipos, não só incide no próprio aperfeiçoamento pessoa e social mas tem seu desenlace obrigatório, sua coroação, diríamos, no conhecimento e imitação do Arquétipo por antonomásia, a Causa Exemplar, Modelo e Modelador, guia e matriz de tudo o que existe: Deus.



Antonio CAPONNETTO. Pedagogía y educación: la crisis de la contemplación en la Escuela Moderna. Colección Ensayos Doctrinarios. Buenos Aires: Cruz y Fierro Editores, 1981, pp. 256-257.


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

INDÍGENISMO E MARXISMO

 “Não é de estranhar que a militância das associações indigenistas apareça vinculada à organizações e partidos de esquerda e que estas, por sua vez, se solidarizem com os programas daquelas. É certo que o indigenismo – ou melhor, os próprios índios – não deixaram de ter problemas nos países com governos marxistas ou pró-marxistas, inclusive problemas de sobrevivência. Mas isto demonstra apenas a insuficiência do Comunismo ou de qualquer via socialista para assegurar o Bem Comum, e a falácia da decantada ajuda ao marginalizados. Os índios, como os pobres e os desvalidos, não são mais que um recurso sociológico e um caudal eleitoral. É que para o marxismo – e isto foi difundido por seus protagonistas – os desvalidos não lhe interessam enquanto vulnerabilidade que carece de ajuda, mas enquanto força organizada que lhe sirva de apoio. Não são seus anseios que procuram compreender e orientar, mas seus ressentimentos que visam mobilizar revolucionariamente”.


___ Antonio CAPONNETTO. Hispanidad y Leyendas Negras. La Teología de la Liberación y la Historia de América. Bs. As.:, Nueva Hispanidad, 2002, p. 155-159.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

VIRTUDE DA FORTALEZA

"Quanto mais o diabo ronde como um leão urrante, mais nos encontre dispostos a resisti-lo firmes na Fé. É o pedido viril de São Pedro, em sua primeira carta. Não se nos pede para calar, nem dissimular, nem muito menos abraçar-nos com os servidores do Maligno. Se nos pede para resistir, que é o ato maior e mais sólido da virtude da fortaleza"


___ Antonio CAPONNETTO. El segundo mandamiento. Revista Cabildo. 30/06/2012.




segunda-feira, 21 de julho de 2014

O TESTEMUNHO DOS ARQUÉTIPOS

“A esperança, virtude teologal sem a qual não podemos alcançar a perfeição cristã. Não se trata de esperar em vão nem de esperar em si mesmo, senão esperar em Deus. A esperança mundana costuma ser característica do jovem superficial. Mas quando amadurecemos e começamos a refletir a esperança sobrenatural começa agir em nós. A esperança virtuosa comunica valentia e arrojo. É a esperança que nos enche de gozo, que eleva o espírito, que é fonte de energia. A esperança exige o testemunho. Em diversas passagens do Evangelho o Senhor nos pede que nos façamos testemunhas da esperança. Obrigação dos que creem será dar cedo ou tarde este valioso testemunho. E é aqui quando devemos volver os olhos para as figuras arquetípicas: santos, heróis, artistas, poetas, guerreiros, se constituíram por isso mesmo em outras tantas manifestações de uma esperança virtuosa que devemos imitar. É evidente que todo diagnóstico que hoje se faça da crise do mundo moderno - centrada na perda do testemunho esperançoso dos grandes modelos - constitui o desafio para nossa esperança cristã. Discriminar é separar, e se tais separações são justas e claras não devemos temer ser chamados de discriminadores. Desprezemos os espelhos diante dos quais os modernos narcisos passam longas horas remendando suas imagens e maquiando suas misérias”.


___ Antonio CAPONNETTO. “La Esperanza Cristiana y el Testimonio de los Arquertipos". Conferência pronunciada na Universidade Autonoma de Guadalajara [Foro Fe y Ciencia. Implicaciones Pedagógicas y Didácticas. Testimonio y Esperanza. En Tí, oh Señor, tengo puesta mi esperanza. Guadalajara, Jalisco, Janeiro de 2008].