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sábado, 19 de abril de 2014

ESQUERDA CATÓLICA E O COMPROMISSO COM A REVOLUÇÃO MARXISTA

Não só a CNBB, enquanto organismo episcopal, tem atuado em favor de um agro-reformismo radical, mas também bispos individualmente o têm feito. Enquanto a moralidade no Brasil decai de modo vertiginoso, com a dissolução das famílias, aborto, uniões homossexuais, amor livre etc, e a religiosidade da população entra em acentuado declínio, a ponto de muitos, inteiramente aturdidos, procurarem amparo em seitas protestantes, a preocupação primordial dos pronunciamentos episcopais continua a ser com os problemas econômico-sociais, apontando “soluções” de tipo socialista.


Gregório VIVANCO LOPES. Pastoral da Terra e MST incendeiam o País. Coleção Em Defesa do Agronegócio, São Paulo: 2004, p. 36.




quinta-feira, 17 de abril de 2014

TRIBALISMO E PASTORAL MISSIONÁRIA

Para um cristão não há nada mais espantoso, horroroso, blasfemo e sacrílego que a profanação da Santa Missa, pelo próprio clero católico, e mais ainda se encabeçado por seus bispos, com a introdução de elementos de culto satânico. As mais autênticas, blasfêmicas e sacrílegas “missas negras” são hoje celebradas não tanto por maníacos depravados, senão pelo clero marxista infiltrado na Igreja, e inclusive publicamente nos templos católicos. Deus seguramente não deixará este crime impune. Por muito que as autoridades eclesiásticas se “esqueçam” das disposições do Direito Canônico a respeito, os culpados não irão escapar da ira de Deus... Em 1928, o VI Congresso da  Internacional Comunista instruiu os partidos comunistas da América Latina a se aproveitarem do tribalismo para a revolução marxista. É doloroso constatar que o que o comunismo internacional não pode realizar trinta anos atrás, servindo-se de seus partidos, consiga plenamente em nossos dias mediante a manipulação com este propósito de uma parte do clero católico.

Padre Miguel PORADOWSKI. El Tribalismo y La Pastoral Misionera, Revista Verbo, maio-junho de 1980, n. 185-186, p.576-577.



Conselho Indigenista Missionário (CIMI)

terça-feira, 15 de abril de 2014

O PROGRESSISMO É UMA DOUTRINA DE MORTE

O progressista está sempre à procura porque não acredita em nada.
Mas essa pesquisa permanente destrói a verdadeira fé, sobretudo se emana de padres e bispos.
Aí está a armadilha. Existirá uma atitude mais desconcertante para um fiel do que ver posto em dúvida aquilo que constituía a própria base da fé? Se a Igreja se enganou durante quase dois mil anos, onde estará a verdade desde o último Concílio?
Dessa maneira, insinua-se a dúvida nas almas e acaba-se por destruir a fé. O progressista é um assassino no sentido mais completo do termo.
Os progressistas não são homens de fé porque não são homens de verdade. Estas palavras de São Paulo lhes dizem respeito diretamente: “Porque eles não abriram seus corações à verdade que os salva é que Deus lhes envia ilusões profundas que os fazem acreditar na mentira.”
O verdadeiro Amor (Deus é a Verdade) condiciona a verdadeira fé e dá a vida (porque Deus se disse também a Vida).
O progressismo é uma doutrina de morte. Os progressistas são liberais porque não acreditam na verdade, e não acreditam porque não a amam.
O Amor, a Fé, a Vida, tudo se encadeia e se mantém. 

HENRI LE CARON. A essência do progressismo. Publicado originalmente no Courrier de Rome nº 169. Tradução de Maria Tereza Ferreira da Costa e Anna Luiza Fleichman. Revista Permanência, ano XII, nº 124/125, 1979.




A INVASÃO DOS BÁRBAROS

“Em nossos dias podemos ver sacerdotes e guardiões do Templo santo se unir à turba dos incendiários da Cidade e dedicar-se de forma desenfreada na demolição do patrimônio sagrado que eles receberam como depósito, como função. E assim os vemos hoje se empenharem na ‘desmistificação’ da fé, na ‘dessacralização’ do culto e outras iniciativas contraditórias, ao mesmo tempo em que definem a religião e a Igreja como ‘um serviço à Humanidade’. A promoção de uma vaga fraternidade humana, da paz, do desenvolvimento econômico, do bem-estar social e da igualdade são os objetivos explícitos de uma religião apenas de nome e de modo vergonhoso. Substituiu-se como paradigma à imagem ideal do monge macilento e ascético a do clérigo ‘eficaz’ e ativo... Mas, se a primazia da ação encerra a Cidade humana em um círculo sem saída em cujo centro sorri o Diabo do Fausto, quando essa mesma primazia é aplicada ao Templo o efeito é ainda maior: se o esvazia de sua própria substancia e realidade. O Templo já não é lugar de contemplação senão de ruído e de subversão, simplesmente porque já não é templo. Assim como a chamada sociedade de consumo e do transporte fácil origina uma atmosfera irrespirável, assim a corrupção do Templo torna impossível a oração pessoal, que é como a respiração da alma. A ruína total e definitiva da antiga Roma se resumiu sempre ‘na entrada dos bárbaros no Capitólio’, quer dizer, no templo supremo da Urbe. Nossa civilização não perece por bárbaros e estrangeiros, senão que produz ou destila de si mesma os seus próprios bárbaros. Em nossos dias se tem produzido a invasão destes bárbaros imanentes no Capitólio ou santuário de nossa Cidade, que é a Igreja Católica. Por isso não se trata de uma destruição exterior, a sangue e fogo, senão de uma autodemolição obstinada, silenciosa”.


Rafael GAMBRA CIUDAD. Sentido cristiano de la accion, Revista Verbo, ns. 119-120, 1973, pp. 961-962.

domingo, 13 de abril de 2014

A SAGRADA TRADIÇÃO

“Ainda que o Vigário de Cristo silenciasse, o Espírito Santo não cessaria jamais de assistir, nem mesmo por um momento a sua Igreja na qual, mesmo em tempos de apostasia da Fé, uma porção embora pequena de pastores e de fiéis continuará sempre a preservar e transmitir a Tradição. Para eles o modelo é a Santíssima virgem Maria, a única que manteve a Fé, no sábado que antecedeu a Ressurreição. O seu coração foi, a partir de então, o escrínio da Tradição da Igreja. Em tempos de crise, a Sagrada Tradição continua a ser a regra infalível da Fé, o critério para discernir o que é católico daquilo que não o é, a luz que ilumina a Igreja, fazendo resplandecer nela os sinais que nunca evanescem e que a fazem inextinguivelmente una, santa, apostólica e romana”.

Roberto de MATTEI. Apologia da Tradição: post-scriptum do livro O Concílio Vaticano II – uma história nunca escrita, São Paulo: Ambientes & Costumes Editora, 2013, p.132.

O VENENO MARXISTA

“Desgraçadamente ainda muita gente não se dá conta até que ponto o marxismo penetrou dentro da Igreja e segue envenenando não somente a própria convivência dos cristãos – opondo uns contra os outros, por introduzir, no interior da comunidade cristã, a luta de classes e injetando o ódio -, senão também pervertendo o pensamento cristão e elaborando uma, cada dia mais extensa e completa, verdadeira antiteologia”.

Padre Miguel PORADOWSKI. La mariologia marxista de Leonardo Boff. Revista Verbo, n. 177, julho-agosto de 1979, p. 863.






O SACERDOTE DEVE ODIAR O FARISEÍSMO

O sacerdote deve odiar o fariseísmo em todos os seus graus; é o primeiro dever de seu ministério zelar pela pureza da virtude da religião, a primeira entre as virtudes morais; e deve discerni-lo em todos seus desdobramentos com os olhos penetrantes do saber e do ódio. Assim odiou Cristo. Custou-lhe a vida. Jesus Cristo parece ter tomado o fariseísmo como combate de sua vida, como tarefa pessoal de sua poderosa personalidade viva  

R. P. Leonardo CASTELLANI. “Cristo y los fariseos”, p. 163.
Padre Castellani

quarta-feira, 9 de abril de 2014

VIRTUDES TEOLOGAIS E A REVOLUÇÃO: BREVES NOTAS DE UM MÁRTIR

Neste tempo de “homofilia”, de insipidez e de decadência universais, vemos a fé e a esperança vazias de seu conteúdo sobrenatural. A fé em Deus se converteu na “fé no homem” (isto o torna mais “companheiro” e inclusive mais “camarada”); a esperança no céu é trasladada para o “paraíso na terra”. É o enlouquecimento das virtudes cristãs de que falava Chesterton. Assim, a caridade, perdidos os seus apoios (a fé e a esperança), se transforma rapidamente em simples “humanitarismo” que constitui a mais grave falsificação da caridade e, em suma, do cristianismo, uma vez que constitui o seu núcleo. Mas nossos aprendizes de revolucionários, que aprenderam a lição de que nada se destrói senão quando é substituído, apressam-se em fazer brilhar diante de nossos olhos de cristãos ingênuos novas esperanças e novos destinos. E assim o mundo moderno vê desenvolverem-se formas de messianismo temporal, uma diversidade de novos mitos. Razão, Estado, Nação, Proletariado, Soberania popular, Raça, Igualdade, Progresso, Opinião pública, Técnica, Socialização, Descolonização, Pleromização, etc. Os filósofos modernos caíram, uns após os outros, nos pecados contra a esperança que Santo Tomás descreve em sua Summa Teológica: o primeiro é a presunção, o segundo é o desespero.


Carlos Alberto SACHERI (1933-1974. Mártir de Cristo Rei). La virtud teologal de la esperanza. Revista Verbo, Madri, n. 131-132, janeiro-fevereiro (1975), p. 14.
O jovem professor argentino Carlos Alberto SACHERI com sua família.


Seu testemunho cristão imaculado, como esposo e pai de família, amigo, investigador, docente e promotor de inumeráveis iniciativas de restauração cívico-social de inspiração cristã, o marcou como alvo predileto das forças anti-cristãs e em pleno auge da violência terrorista de orientação marxista, em 22 de dezembro de 1974, após assistir a Santa Missa como o fazia diariamente, foi assassinado iníqua e covardemente pelo ERP (Exército Revolucionário do Povo), na presença de sua esposa e de seus sete filhos, o maior de 14 anos e a menor de apenas 2 anos de idade. Tinha 41 anos.

terça-feira, 8 de abril de 2014

BASTA DE CONFUSÕES!

O Cardeal Jorge Bergoglio, disse: “encarregar-se da utopia implica em saber para onde ir... para onde estou me dirigindo, não estar à deriva. Reivindicar a utopia adquire mais vigência nos tempos de obscuridade... Quando não há utopia ou a utopia encontra-se adormecida ou anestesiada, vive-se na conjuntura e não se sai dela”. Ela é um “caminho para o fim” e quando não existe “acomodo-me na conjuntura e volto-me sobre mim mesmo”. “Para que uma pastoral social, para que uma pastoral política funcione, hoje é necessário, dadas as situações de crises que vivemos, recuperar a utopia. A história nos ensina que este tipo de enfoque é o que encaminha para o amadurecimento de um povo... É criminoso privar um povo da utopia ou, dito de forma cristã, é criminoso privá-lo da esperança. Simplesmente é aprisioná-lo”. (Séptima Jornada Pastoral de Buenos Aires).

Lamentamos discrepar com nosso Pastor. Haveria que distinguir em primeiro lugar a utopia do ideal histórico concreto possível. A primeira fanatiza, o segundo desperta, amadurece e liberta. E em segundo lugar não se pode confundir a utopia com a virtude teologal da esperança, porque seria identificar o paraíso terrestre com a Pátria celestial, termo de nossa peregrinação aqui, no tempo... Basta de confusões!

Bernardino MONTEJANO. El mesianismo en los utopismos históricos. 

O MARXISMO SE APODERA DA RELIGIÃO

Embora o marxismo já tivesse grande influencia na teologia cristã protestante desde antes da primeira guerra mundial, esta influencia não teve maiores repercussões no pensar teológico em geral. Apenas depois do Concilio Vaticano II que esta “teologia dialética” de um grupo de teólogos protestantes começa a influir também sobre os teólogos católicos, criando uma corrente muito forte e muito perigosa de “teologia marxista”, que constitui a base doutrinal para a educação e a formação do novo clero da Igreja Católica; um clero completamente incorporado à revolução marxista e comprometido com seu êxito...Nós, os que cremos em Deus, somos testemunhas de algo inaudito; o marxismo, que é por definição ateu e materialista, se apodera da religião, instrumentaliza as igrejas para servir-se delas com o fim de alcançar o triunfo da revolução marxista, quer dizer, da destruição da religião e da crença em Deus. 

Miguel PORADOWSKI. El marxismo se apodera de la religion. Comunicação apresentada ao Congresso Mundial Anticomunista, Taiwan-Formosa, 1975. Revista Verbo, n. 133-134, mar-abril de 1975, pp. 521-522.

Dilma Vana (hoje presidente, outrora guerrilheira) e Evaristo Arns

Tomás Balduíno e membros do MST

segunda-feira, 7 de abril de 2014

O VERDADEIRO FARISEU NÃO USA MÁSCARA

Mas o verdadeiro fariseu não usa máscara; ele todo é uma máscara. Sua natureza se converteu em uma máscara, mente com toda naturalidade, pois, começou por mentir a si mesmo. O que ele simula, que é a santidade; o que ele é, o egoísmo, amalgamaram-se; fundiram-se e tornaram-se um espantoso veneno que não possui antídoto algum. Glicerina mais ácido nítrico, igual dinamite.

R. P. Leonardo CASTELLANI. Cristo y los fariseos, p. 13.

domingo, 16 de março de 2014

ENTRE RUÍNAS

“É uma noite horrível. A cólera do céu se desata e o furacão se extende, e já se derrubaram preciosos tetos e colunas vivas. Se diz que há fortes muros que ainda podem resistir até que aponte a aurora, e estes católicos esperam com paciência o amanhecer, ainda que tenham que pernoitar entre ruínas”.

Leopoldo EULOGIO PALACIOS. La misa tradicional. Jornal ABC de Madri, 16/04/1976.